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Taquara Summit destaca empreendedorismo feminino e transformação de territórios

Painel reuniu empreendedoras da Restinga para discutir inovação, liderança, coragem e o impacto dos negócios no desenvolvimento das comunidades
(Foto: André Amaral/Rádio Taquara)

O empreendedorismo como ferramenta de transformação social e desenvolvimento dos territórios foi o tema do painel “Empreendedorismo, liderança e coragem para transformar territórios”, realizado às 11h10 durante a quarta edição do Taquara Summit. A conversa reuniu as empreendedoras sociais Roberta Capitão, Fernanda Hostyn e Vanessa Garcia, com mediação de Glaciélia Bobrzyk, especialista em inovação do Sebrae RS.

Ao longo do painel, as participantes compartilharam experiências de empreendedorismo, liderança comunitária e inovação, destacando como iniciativas desenvolvidas dentro das próprias comunidades podem gerar oportunidades e fortalecer a economia local.

Fundadora do PerifaTech e idealizadora das Empreendedoras Restinga, Roberta Capitão falou sobre a importância de olhar para negócios do mesmo segmento não necessariamente como concorrentes. Segundo ela, cada empresa pode encontrar maneiras próprias de se diferenciar e inovar.

A inovação, para Roberta, não precisa necessariamente envolver grandes investimentos ou tecnologias sofisticadas. Ela citou como exemplo ações desenvolvidas em uma loja de materiais de construção durante a pandemia.

Uma delas foi a distribuição de pequenas tulipas produzidas por uma artesã da comunidade. A empreendedora passou a oferecer a flor como brinde para clientes que faziam pedidos por telefone, ajudando simultaneamente a incentivar as pessoas a permanecerem em casa e a gerar renda para uma artesã que havia perdido as vendas durante a pandemia.

Outra iniciativa foi voltada às mulheres que procuravam a loja sem saber como trocar resistências de chuveiro ou torneiras elétricas. A empresa passou a disponibilizar QR Codes que levavam a vídeos curtos ensinando o procedimento.

“Então a gente pode inovar, sim, com pouco gasto, com as ferramentas que a gente tem”, afirmou Roberta.

Para ela, o acesso ao conhecimento é fundamental para que pequenos empreendedores consigam inovar. A especialista defendeu que oportunidades e ferramentas precisam chegar às comunidades para que possam ser utilizadas na melhoria dos negócios.

Roberta também apresentou iniciativas voltadas ao empreendedorismo periférico. Entre elas está o PerifaTech, que ela descreveu como uma inteligência artificial voltada a empreendedores periféricos. Ela também anunciou o projeto Sardinha Tank, inspirado no programa Shark Tank, mas direcionado a negócios periféricos.

A proposta, segundo Roberta, é identificar talentos e apoiar esses empreendedores para que possam investir nos próprios negócios e contribuir para o desenvolvimento econômico dos territórios.

Fernanda Hostyn, empreendedora, líder comunitária e eletricista em energia renovável, destacou outra dimensão do empreendedorismo ao afirmar que ele pode começar como uma estratégia de sobrevivência, mas não precisa permanecer nessa condição.

Cofundadora da Ampliar Luz e Lar e integrante da Associação Empreendedoras da Restinga, Fernanda também ressaltou a importância das redes formadas entre empreendedoras para ampliar oportunidades e compartilhar conhecimento.

Já Vanessa Garcia, fundadora da Ferragem Outono e presidente e cofundadora da Associação Empreendedoras Restinga, levou ao painel uma mensagem sobre coragem para quem está começando um negócio.

“Está com medo? Vai com medo mesmo”, afirmou.

Segundo Vanessa, não é necessário estar completamente preparado para começar um projeto. O conhecimento pode ser ampliado durante o próprio processo, transformando aquilo que o empreendedor já sabe em novas possibilidades.

Na mediação, Glaciélia Bobrzyk reforçou a expectativa de que experiências como as apresentadas no painel possam estimular o surgimento de novas lideranças femininas no Vale do Paranhana. Ela chegou a sugerir uma nova edição do encontro, em 2027, com a participação de associações de mulheres da região.

O painel integrou a programação da quarta edição do Taquara Summit, que reúne palestras, painéis e apresentação de cases sobre inovação, empreendedorismo, liderança, inteligência artificial, economia, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

Programação

13h20 – Pitch Hackatime: Aqua Monitor (Estéfani Cardoso, Rafaela dos Santos, Giovana Bernard, Vicenzo Stopassola, Kauã Fischer e Vitor Kohlrausch)

13h30 – Case: Modifika (Cassius Flesh)

13h50 – Como Líderes Podem Transformar Empresas e Territórios (José Galló)

14h20 – O Que Está Acontecendo Com o Mundo? Economia e Geopolítica Conectadas à Nossa Realidade (Lucas Schifino)

14h50- Pitch: Como Vender Suas Ideias (Felipe Costa)

15h20 – Antes da IA, Existe Uma Decisão (Rafael Wainberg)

15h50 – O Novo Valor das Coisas (Evelyn Goldmeyer e Gabriela Dall’Acqua)

16h20 – Marcas Eue Criam Comunidade (Augusto Massena e Paula Moraes)

16h50 – A Vantagem Humana no Século da Ambiguidade (Thiago Mattos)

17h20- As Coisas Que Continuam Fazendo Sentido (Rodaika Dienstbach)

Programação – Palco Taquara Mais:

10h – Venda é Ação (Rafael Rocha)

10h30 – Quando Todos Puxam Para o Mesmo Lado: O Poder da Governança Colaborativa Para Transformar Cidades (Álvo Link, Paulo Kayser e Ítalo Boeira)

11h – Produtividade Sem Burnout (Lidiane Saraiva)

11h30 – Empresas Preparadas Para o Futuro: O Elo Entre Governança, Pessoas e Resultados (Morgana Marca e Silvana Bellotto)

13h30 – Dá Para Ser Humano no Digital? (Graziela Möller)

14h – Transformando Território em Destino: Turismo, Gastronomia e Identidade Como Motores do Desenvolvimento (Alexandre Moller e Rubem Kunz)

14h30 – Experiência no Varejo, Muito Além de Espaços Instagramáveis (Rodrigo Fagundes)

15h – O Futuro da Pecuária, as Transformações no Consumo de Carne e as Tecnologias que Estão Preparando a Cadeia Produtiva Para os Próximos Desafios (Brenda Hencker, Laura Reinheimer e Cristine Campello)

15h30 – Mapeamento e Desenvolvimento das Startups Gaúchas (Felipe Guedes e Nina)