Educação

Taquara suspende retorno das aulas presenciais até redução de indicadores da Covid

Ano letivo está previsto para iniciar na próxima semana com atividades para alunos realizar em suas casas
Sirlei e Carla anunciaram mudança em ‘live’ transmitida neste sábado (20). Divulgação

A Secretaria de Educação, Cultura e Esportes de Taquara decidiu, na manhã deste sábado (20), suspender o retorno das aulas presenciais da rede municipal de ensino, previsto para a próxima segunda-feira (22). No entanto, o início do ano letivo segue dentro do cronograma, com entrega de atividades pedagógicas na próxima semana para serem desenvolvidas em casa pelos estudantes.

A organização para início das atividades presenciais por grupos escalonados estava ocorrendo desde janeiro pela equipe técnica da Educação. No entanto, com a mudança da Região de Taquara de bandeira vermelha para preta do Distanciamento Controlado do governo do Estado, viu-se a necessidade de suspender as atividades em sala de aula. “Na segunda-feira, teremos reunião para construir as diretrizes que irão nortear o planejamento para as próximas semanas, envolvendo metodologias dinâmicas de ensino, como utilização de vídeos”, destacou a secretária da Educação, Carla Silveira.

A secretária passou a manhã orientando as equipes diretivas para que organizem as escalas de 25% de profissionais presenciais nas escolas a partir de segunda, conforme decreto estadual, e poderá orientar professores, pais e alunos. “Todo o planejamento de ensino não presencial já estava pronto e será entregue às famílias na terça-feira. As atividades poderão ser distribuídas de forma virtual, via WhatsApp e Google Classroom, ou presencial, retirando nas escolas”, reforçou.

Na manhã deste sábado, os prefeitos da Associação dos Municípios do Vale do Paranhana (Ampara) decidiram enviar recurso ao Piratini solicitando a manutenção da bandeira vermelha. A medida visa a atender exclusivamente os lojistas e restaurantes, seguindo todos os protocolos sanitários de higiene e controle no número de clientes internos. “Mesmo se conseguirmos o recurso, nós não retornaremos às aulas até que os indicadores de contágio e internação tenham reduzido significativamente”, garantiu a prefeita Sirlei Silveira.