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Taquara tem dia dedicado à reconstrução após tempestade

Por praticamente todas as ruas, na sexta-feira (27/1), era possível ver algum trabalho de conserto ou limpeza.

A sexta-feira (27/1) foi diferente em Taquara: por praticamente todas as ruas em que se passava, uma árvore estava no chão. Em algumas, estragos mais significativos, como o visto na rua Ernesto Alves, que teve diversos estabelecimentos comerciais destruídos e até um prédio residencial em que o telhado saiu voando com o vento. Em outras ruas, danos menos expressivos, mas mesmo assim causando prejuízos a dezenas de moradores.

Desde o temporal de quinta-feira, não são poucos os relatos que a Rádio Taquara recebeu de problemas provocados pelo vento e a chuva. Casas que tiveram telhas arrancadas e a chuva que se infiltrou e alagou residências. Na sexta-feira, por exemplo, em diversas casas e prédios era possível ver pessoas em cima dos telhados realizando consertos. Caminhões da prefeitura circulavam por toda a cidade fazendo o recolhimento de árvores caídas. Bombeiros auxiliavam no corte dos galhos derrubados. Funcionários da concessionária de energia trabalhavam para reerguer postes e transformadores arrancados pelo vento, e religar cabos de distribuição da eletricidade. Operadoras de internet também trabalhavam para reestabelecer as extensas linhas de fibra óptica rompidas.

O CTG O Fogão Gaúcho divulgou, neste sábado (28/1), que teve danos expressivos em sua sede social, na rua General Frota. Já o CTG Essência Gaúcha, que estava construindo um galpão no bairro Santa Rosa para suas atividades, teve o telhado do local arrancado pelo vento.

Na rua Ernesto Alves, a imagem que impressionou e marcou a tempestade em Taquara foi do prédio em que reside Dário Baaklin, de 69 anos. Ele estava no litoral quando recebeu uma ligação da filha apontando a situação, conforme relatou ao Jornal NH. O vendaval não só arrancou o telhado, como destruiu toda a estrutura de vidro da sacada do segundo andar do imóvel onde Dário vive há 20 anos. No local, também há apartamentos em que residem as duas filhas e três dos quatro netos do proprietário. Na hora do destelhamento, apenas uma das filhas e um dos netos estavam no local, e ninguém se feriu.

O fenômeno ocorrido em Taquara é classificado por meteorologistas como um “downburst” – ou uma microexplosão atmosférica. A prefeita Sirlei Silveira postou, na noite desta sexta-feira, uma reflexão em suas redes sociais. “Apesar dos danos materiais, que nos deixam profundamente tristes, saímos deste temporal todos bem fisicamente, sem registros de pessoas feridas. Foram dezenas de casas destelhadas e de árvores e postes caídos, mais de 50 pessoas retiradas de suas residências, vários prédios públicos danificados, fios energizados, mas nenhuma vida perdida. Ao fim, quase 24 horas depois daquela tempestade, temos que acreditar que bons tempos virão. Taquara merece, nós merecemos”, pontuou.

A chefe do Executivo ressaltou, ainda, o trabalho da administração municipal e fez um agradecimento a todos os parceiros nas ações de limpeza e reconstrução. Anunciou que a prefeitura seguiria trabalhando durante o sábado e, na próxima semana, retomará as ações de desassoreamento em arroios para garantir mais segurança à população.