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Letícia Roennau: um talento mirim

Os troféus, conquistados em festivais, concursos e rodeios, já não cabem mais na parede, solicitando um cômodo na casa só

Os troféus, conquistados em festivais, concursos e rodeios, já não cabem mais na parede, solicitando um cômodo na casa só para si. Do mesmo modo, a voz gra­ve e marcante transpassa o peito da jovem Letícia Roennau, cativando quem ouve. Foi cantando que a taquaren­se de 13 anos conquistou mais de 60 troféus. Como se não bastasse, é uma das selecionadas no primeiro dia de audições no The Voice Brasil Kids, da TV Globo.

Apaixonada por MPB, Letícia Roennau ficou muito empolgada com a virada de cadeira dos técnicos para sua apresentação de “Sorri Sou Rei”, da banda Natiruts: “Fiquei muito feliz quando Victor & Leo viraram. Uma coisa que me animou é que não tenho só um para me ajudar. São dois! Se um não souber uma coisa, o outro pode completar”, ela contou ao Gshow após seu show.

Letícia é filha do casal Lu­cileia Vargas e Gustavo Roen­nau, e tem a música em sua árvore genealógica. A avó materna e a mãe também cantam, esta, inclusive, inte­grou o coral da Universidade Feevale por oito anos. O avô materno toca violão e ensi­nou à Letícia seus primeiros acordes, depois ela aperfei­çoou sozinha, de forma auto­didata.

A jovem começou a cantar ainda criança, e passou a de­dicar-se à prática intensamente há cerca de três anos. “Desde que ela era bem pequena eu notava seu potencial, porque falava as fra­ses com ritmo e afinação. Com quatro anos já tinha gravado sua primeira música”, contou a mãe. Logo, Letícia encontrou-se na música nativista e passou a acompanhar a família em eventos da cultura gaúcha. Hoje, integra o CTG Guapos do Itapuí, de Campo Bom, “que é uma grande família”, comentou Letícia.

No último final de semana, ela participou do XXI Festmirim (um dos principais eventos da cultura tradicionalista do Estado, atuan­do como uma espécie de Enart infantil), que aconteceu em Santa Maria. Ela conquistou o primeiro lugar na categoria Intérprete Vocal Feminina, repetindo o feito do ano passado. “Quando eu mesma falo que sou bicampeã estadual, soa estranho. Acho que a ficha ain­da não caiu”, comentou.

Além do Festmirim, Letícia venceu a Co­xilha Nativista, realizada em Cruz Alta, e se destacou em diversos outros eventos do gê­nero, como o Sinuelo da Canção Nativista e o Acampamento da Canção de Tapes. Também venceu três vezes o Festival de Músicos Ama­dores de Três Coroas. Está, ainda, entre as três melho­res do País como interprete nativista mirim no Rodeio Campeão dos Campeões, que ocorre a cada dois anos, tendo sua última edição em Piratuba, Santa Catarina.

Letícia está diretamente ligada à cultura e artistas nativistas, mas também aprecia músicas e nomes de outros gêneros. Gosta de música country, Djavan, Elis Regina, Tom Jobim, e até de David Guetta. Também gosta de ler sobre ficção e aventura, e tem um canal no YouTube onde posta vídeos sobre resenhas e interpre­tações musicais. “Ainda não sei se cantora será minha profissão, mas sinto uma grande satisfação ao representar o nos­so estado e Taquara com a música. Fico feliz, também, em saber que posso estar influen­ciando outros jovens e crianças a seguirem este caminho”, pontuou.

Nas próximas semanas, as crianças selecionadas seguem encarando as audições às cegas para montar seus times. A grande final está marcada para o dia 20 de março.

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