
O taquarense Carlos Augusto Muller, conhecido como Guto, relatou nesta quarta-feira (29) à Rádio Taquara a tensão vivida no Rio de Janeiro após as intensas operações policiais realizadas na terça-feira (28) nas comunidades da Penha e do Complexo do Alemão. As ações provocaram reações violentas atribuídas a uma facção criminosa carioca, que interferiram diretamente na rotina de moradores e visitantes da cidade.
Segundo o depoimento, o clima permanece tenso nesta quarta-feira. Escolas e universidades suspenderam as atividades, e houve prejuízos à mobilidade urbana. Guto relatou que ônibus foram interceptados por criminosos, com passageiros obrigados a descer, e veículos atravessados em vias como as linhas Vermelha e Amarela, o que causou grandes congestionamentos.
“Foi um dia que superou tudo o que o Rio de Janeiro já tinha visto”, afirmou. Ele contou que estava na região do centro histórico no momento em que instituições culturais, como o Museu de Arte do Rio de Janeiro, foram fechadas por ordem da prefeitura. “Foi ali que percebemos que a situação estava muito grave.”
Hospedado na Barra da Tijuca, Guto mencionou que o deslocamento entre Botafogo e a Barra levou mais de duas horas e meia. “O trânsito ficou caótico. A orientação nas rádios era para que as pessoas ficassem onde estavam e evitassem sair.”


