Comandados por Raquel Ritter e Guilherme Wilhelms, casal de proprietários da Assessoria Energia Vital, um grupo de 21 atletas taquarenses completaram com sucesso a Travessia Torres-Tramandaí, considerada a mais longa e difícil prova do gênero no estado. A maioria deles competiu nas modalidades de revezamento divididos nas categorias de octeto misto, quarteto masculino e feminino, dupla mista e dupla masculina (confira todos os nomes em relato feito por Raquel e Guilherme, no site do Panorama). Único competidor na Individual, Marcelo Raymundo foi o único a percorrer todos os 81,5 quilômetros entre Torres e a barra do rio Tramandaí. Também no site www.jornalpanorama.com.br/blog leia o relato completo dele sobre a prova em que conseguiu alcançar o objetivo de diminuir seu tempo.
Atletas taquarenses completam a TTT 2012 com sucesso Relato de Raquel Ritter e Guilherme Wilhelms:
“Ainda era madrugada de sábado quando várias equipes, de todo Estado, chegavam na Praia Grande em Torres para as largadas dos 82 quilômetros da Travessia Torres-Tramandaí. Dentre os 1.576 atletas inscritos, contando com a organização da Assessoria Energia Vital, os 21 amantes taquarenses de corrida de rua, divididos em suas respectivas equipes, ajustavam os últimos detalhes para iniciarem a longa aventura nas areias do RS.
O clima seco e ameno contribuiu para o bom desempenho da travessia, inclusive sendo o quarteto masculino taquarense penalizado em 30 minutos por chegar antes do tempo na parada de Capão da Canoa. Existe a regra em que as equipes estimam seu tempo e vão largando de acordo com a previsão de chegada na parada técnica, que vai das 11h30 às 12h30, sendo estendida até as 14h num local para alimentação e recuperação, quando relargam rumo à plataforma de Atlântida. Caso uma equipe chegue antes ou depois, é penalizada em 30 minutos, o que aconteceu com o quarteto masculino taquarense, que chegou mais de 20 minutos antes, conseqüência do forte ritmo nos 55 quilômetros iniciais de prova.
O ritmo de troca é frenético, entra-se em uma praia para deixar um atleta, pegar o que estava correndo e trocar as bebidas (água e gatorade) junto ao biker (apoio de bicicleta que a Assessoria dispõe para seus atletas). Em seguida segue-se para o próximo ponto e assim por diante. Ao total são oito trajetos, divididos em distâncias que variam dos 6,84km aos 12,18km, com graus de dificuldades fácil, médio e difícil.
A experiência na prova, a organização e preparação anterior junto com o apoio durante o trajeto são de fundamental relevância para atingir os objetivos. A filosofia incentivada pela Assessoria junto aos seus atletas e praticantes do esporte é de buscarem superação respeitando seus limites, mas com alegria e diversão, onde o principal objetivo é uma atividade saudável e democrática, com a confraternização entre os participantes, que acontece em todas as fases da prova, inclusive muito antes e depois também.
Além da participação do dobro de atletas da Assessoria dos anos anteriores, esse ano a novidade ficou por conta da atualização online via facebook da Energia Vital, postando fotos e informações em cada ponto de troca, sendo acompanhado por simpatizantes, amigos e membros do grupo, espalhados pelo Brasil e até exterior.
Comandados pela Raquel Ritter e Guilherme Wilhelms, casal de proprietários da Assessoria Energia Vital, o grupo foi composto dos seguintes atletas: Camila Conrado, Vivian David, Mônica Moraes, Onézio dos Santos, Bianca Bauer, Silvana Dal Pozzo, Régis Rufatto e Rafael Wilhelms (octeto misto); Paulo Boff, José Pedro (Peninha), Henrique Backes e Franck Müller (quarteto masculino); Mônica Dalmina, Eliane Fischer, Patrícia Flesch e Maria Luiza Feistauer (quarteto feminino); Raquel Ritter e Henrique Dörr (dupla mista); Fábio Brito e Fernando Bitencourt (dupla masculina); Marcelo Raymundo (individual). Completando o quadro e fundamentais no apoio, destacam-se a participação de Carine Backes Dörr e dos bikers Régis Fagondes, Igor Müller, Leandro Fagundes, Ramiro Ritter, Guilherme Wilhelms, Vanderlei Pandolfo e Aline Beneditto; além da quiropraxista Caroline Fagundes, que estava junto ao grupo para dar auxilio com suas ”Kinesio Taping”.
Seguramente a edição da TTT de 2013 terá mais atletas taquarenses, mas até lá ainda haverão muitas histórias por contar e outras provas, que estão no calendário da Assessoria. Porém, um único e grande objetivo sempre norteará as ações dos organizadores, de melhorar a qualidade de vida das pessoas com muita alegria, participação, transpiração e disposição.”
Relato de Marcelo, único taquarense na Individual:
A TTT é uma prova de corrida promovida pelo SESC/RS e organizada pelo Clube de Corredores de Porto Alegre. Esta foi minha terceira participação na TTT. Participei uma vez em revezamento de equipes e outras duas vezes na categoria individual. Em 2010, foi a primeira vez que a prova ocorreu na categoria individual, e em 2012, é o meu segundo ano consecutivo participando na categoria individual/solo. O participante solo percorre TODOS os 81,5 km de distância de Torres até a Barra do Rio em Tramandaí, pela beira da praia. Estes 81,5 km, são divididos em oito trechos, com distâncias variando de 6,7 a 12 km aproximadamente.
Neste ano, tive apenas 30 dias de treinamento e preparação específica para esta prova, pois em decorrência de uma cirurgia realizada no início de janeiro, não pude começar a treinar antes. Porém, como em 2011, participei de 11 provas de Maratona ou Ultramaratonas, inclusive de duas Ultramaratonas de 24 horas, a minha base de preparação estava garantida, pois o corpo desenvolve um “lastro fisiológico” para poder suportar tal esforço. Assim, mesmo com o pouco tempo de treino específico consegui correr mais rápido do que em minha participação de 2011, diminuindo meu tempo final da prova, e também alcançando meus principais objetivos, terminar a prova e diminuir meu tempo.
A prova tem largada escalonada das equipes de revezamento a partir das 5 horas e 30 minutos da manhã, de modo que todas equipes cheguem a Capão da Canoa entre 11 horas e 30 minutos e 12 horas e 30 minutos, onde após percorrerem um trecho neutro, haverá uma parada até as 14 horas.
A minha largada ocorreu as 6 horas da manhã, e após um pequeno trecho por dentro das ruas da cidade de Torres, adentramos nas areias da praia da Cal. A categoria individual não para em Capão da Canoa, corremos direto até Tramandaí/Imbé. O dia de sábado estava ensolarado e quente. O sol, o calor e a areia são fatores dificultadores desta prova, que é considerada a prova de corrida mais difícil e mais longa do Rio Grande do Sul. Não apenas estes fatores dificultam a prova. A questão psicológica influi bastante, pois o corredor individual fica o tempo todo no mesmo ambiente, com um visual de mar, areia, praias desertas, praias lotadas e muitas, muitas guaritas de salva-vidas. É o mesmo visual durante toda a prova, e isso mentalmente vai gerando um esgotamento. Outro fator dificultador é o grande número de arroios, e saídas de água que desembocam no mar. Em muitos deles não tem como desviar ou saltar. Temos que atravessá-los com os pés dentro da água. Isso encharca os tênis e meias. Além do peso, corremos o risco do surgimento de bolhas nos pés.
Mais uma vez contei com o apoio da minha família, a Mônica Dalmina nos postos de troca, onde realizava o apoio com alimentação e hidratação, e a Giulia de fotógrafa e ajudante geral. A Mônica participou também de uma equipe quarteto feminina (equipe de revezamento), onde cada componente correu em torno de 20 km. Durante todo o percurso dos 81,5 km, contei novamente com o apoio fundamental do Vanderlei Pandolfo, que me acompanhou de bicicleta. Este apoio me garantia a alimentação e a hidratação/suplementação no momento e horas corretas.
Consegui completar a prova em 8 horas e 49 minutos. O horário de chegada na Barra do Rio em Tramandaí/Imbé foi próximo das 15 horas da tarde. Cheguei bastante cansado, com muitas dores nos membros inferiores, mas, porém foi mais uma prova de Ultramaratona completada sem nenhuma lesão (nem na prova, nem durante o treinamento). Assim, como em 2011, onde percorri entre treinos e provas, aproximadamente 4000 km e também não tive nenhuma lesão.
É um desafio muito grande participar e completar esta prova, mas a sensação de cruzar a linha de chegada e ter vencido todas as dificuldades, cansaço e dores durante a prova é inexplicável. O foco é a linha de chegada. É o que me move, superar o desafio.
O vencedor e bicampeão da prova, é o atleta da Sogipa de Porto Alegre, Tiago de Melo, que neste ano completou a prova em 6 horas e 13 minutos.
Aproximadamente 1570 competidores participaram desta prova, e destes, em torno de 40 pessoas participaram da categoria individual. Comigo, fica a certeza de que os limites existem para serem superados. Já estou pensando em como será em 2013. Minha meta será superar meu tempo deste ano.


