Taquarenses realizam campanha para custear tratamento da filha após acidente por afogamento

Menina, de dois anos, teve uma parada cardiorrespiratória, voltando à vida após sete minutos sem respirar
Publicado em 01/10/2021 14:27 | Atualizado em 01/10/2021 14:34 Off
Por Cleusa Silva

Aos dois anos de idade, completados no dia 11 de junho, Cleo Scheffel Moraes era uma criança alegre, saudável e feliz, com uma vida absolutamente normal. Até que, após sofrer um acidente por afogamento, a criança ficou com graves danos neurológicos. Agora seus pais, Carina e Guilherme, lutam contra o tempo para arrecadar o valor necessário para custear o tratamento da filha e minimizar as sequelas causadas pela asfixia.

No dia 28 de agosto, logo após acordar da costumeira soneca da tarde, Cleo estava no quarto assistindo desenho no celular da mãe, que se arrumava para receber a visita de uma amiga que não via há tempos. Logo após a chegada da visita, as duas foram para a cozinha preparar uma pipoca e chimarrão, pois Carina iria levar sua filha para passear na pracinha.

“Ao terminar de fazer as pipocas [em uma pipoqueira elétrica] falei para minha amiga: vou lá ver meu bebezão’. Foi aí que não encontrei a Cleo em cima da cama, como a tinha deixado, só estava o celular passando desenho. Então corri em direção à sala, chamando por ela, mas não a achei. E assim que cheguei na sala deparei-me com o portãozinho aberto que, por um descuido, não foi fechado direito. Segui em direção aos fundos, onde fica a piscina, e nesses poucos segundos desejava que ela não estivesse lá, porém assim não foi”, relembra Carina.

Ao avistar a pequena Cleo boiando na piscina, sua mãe correu imediatamente em direção a ela, puxando a criança pelos bracinhos, gritando seu nome, sem perceber nenhuma reação. Com a menina em seus braços, “molinha e com os lábios roxos”, Carina foi socorrida por um vizinho que a levou até o Hospital Bom Jesus de Taquara, onde a criança teve uma parada cardiorrespiratória, voltando à vida após sete minutos sem respirar.

A menina então foi transferida para uma UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre e, passados 10 dias, a criança foi novamente transferida para o Hospital Moinhos de Vento, onde permanece até o momento.

“Cleo já respira por si só, e estão sendo feitos ajustes de medicação com o objetivo maior de cessar a espasticidade que ela vem tendo, resultante do tempo em que o cérebro ficou sem receber oxigênio. Essa espasticidade se caracteriza pelo aumento involuntário da contração muscular”, explica a mãe de criança.

Cleo está no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre

O tempo que a menina ficou sem respirar resultou em graves danos neurológicos, que necessitarão de diversos tratamentos ao logo de muitos anos, visando minimizar o máximo possível das sequelas causadas pela asfixia.

“Para a reabilitação da Cleozinha pretendemos realizar os melhores tratamentos disponíveis, sejam eles da medicina tradicional (fisioterapia, fonoaudiólogo, nutricionista, terapia ocupacional, entre outros) ou considerados experimentais (ozonioterapia, câmara hiperbárica, ondas sonoras e etc.), pois não serão medidos esforços para que ela tenha as melhores chances possíveis na sua recuperação”, destaca Carina.

Para auxiliar no custeio do tratamento da filha, Carina e Guilherme criaram uma campanha no Vakinha, site brasileiro destinado a financiar projetos através de doações de seus usuários online, com a hashtag Tudo Pela Cleo (#tudopelaCleo). Quem puder contribuir, com qualquer valor, deve acessar o link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/tudo-pela-cleo, ou então fazer um Pix com a chave tudopelacleo@gmail.com, em nome de Carina Scheffel.

A previsão é de que Cleo deixe o hospital ainda no início deste mês, devendo então já iniciar seu tratamento.

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