Já pensou em pisar na Marques de Sapucaí para assistir aos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro? E, mais ainda, em desfilar por alguma das agremiações? Três taquarenses tiveram esta sensação ao participar, neste ano, das comemorações carnavalescas na cidade maravilhosa. Miriam Paiva, acompanhada do irmão Gilson e do filho Diogo Cunha, assistiram na arquibancada o desfile no domingo, e, na segunda-feira, desfilaram pela Estação Primeira de Mangueira.
A experiência rendeu fortes emoções, segundo Miriam e Diogo. Eles viajaram ao Rio de Janeiro no dia 6 de fevereiro e só voltaram no dia 14. Ficaram hospedados na casa do taquarense Ayrton Policarpo. No domingo, chegaram às 18h30min na Sapucaí e só saíram após a última escola passar, por volta das 7 horas da segunda-feira. Apaixonada por Carnaval desde criancinha, Miriam diz que assistir na arquibancada é completamente diferente da transmissão pela televisão. “A energia daquele povo, todos pulando e cantando o samba-enredo. É uma sensação indescritível”, comentou.
Na segunda-feira viria a experiência mais fantástica. O desfile pela Mangueira, preparado desde novembro do ano passado, quando Miriam comprou as fantasias pela internet, através do site da escola. A taquarense já havia desfilado em 2010, mas neste ano contou com a companhia do filho e do irmão. Os três participaram da ala de toureiros, desfilando bem próximo da bateria da Mangueira. Neste ano, a tradicional escola carioca inovou na sua apresentação, levando à Sapucaí duas baterias, que tocavam em momentos distintos. A inovação, segundo Miriam e Diogo, surpreendeu e levantou o público.
Os três taquarenses chegaram à avenida algumas horas antes do desfile da Mangueira iniciar, e se posicionaram na primeira fila da ala em que desfilariam. Para tanto, contou o fato de saberem de cor o samba-enredo da escola, cuja letra vinha sendo estudada desde que foi lançada pelo trio. “Escutávamos no rádio do carro, no trabalho, em casa, a todo o momento”, comentou Miriam. No desfile, que dura cerca de 40 minutos para os participantes, Miriam e Diogo contam que não há espaço para qualquer intervalo. É preciso sambar, pular e cantar o tempo todo, mostrando alegria.
Ao final, na dispersão, saíram encharcados de suor, mas com uma sensação inenarrável de felicidade, segundo Miriam. Foram para casa sem fôlego para continuar assistindo o restante das escolas. Segundo Miriam, a escolha pela Mangueira se deu pelo amor que nutre pela escola desde criança. Destacou, também, que a agremiação tem uma identificação com o povo carioca, principalmente com as comunidades. “É uma escola do povo”, comentou, lembrando, também, a tradição da velha guarda da Mangueira. Para ela, a lamentar apenas o resultado da escola no Carnaval deste ano, com o oitavo lugar. O problema se deu por conta de um carro alegórico, cuja ideia era de que uma de suas alegorias passasse por cima da torre de televisão. Contudo, na hora da execução a manobra não funcionou, e o carro acabou ficando parado por algum tempo, provocando atraso no desfile e perda de pontos para a Mangueira.
Apesar do resultado não animador da escola, para o trio de Taquara ficou a emoção de passar pela avenida e ver toda a multidão empolgada, cantando. Um dos momentos, inclusive, foi ao avistar o taquarense Sandro Pereira, que assistiu o desfile no domingo, junto com os taquarenses. Gremista, Sandro tinha uma bandeira do seu time. Diogo e Miriam contam que viram Sandro por conta da bandeira, e, colorados, nunca se sentiram tão felizes ao ver o símbolo do time adversário: “identificamos o Sandro e fizemos uma festa com ele, o que estava lá na arquibancada”, destacou Diogo.
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