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Publicado em 16/08/2021 23:28 Off

Do “Meu cinicário” – “Não é nada pessoal”. Você, além de tolo, é mentiroso? Tudo é, sempre, pessoal.

ESCREVENDO

Sabe?, no desempenho da atividade de escritor de crônicas, muitas vezes, sou envolvido pelas dúvidas: terei já abordado tal assunto? Penso, mesmo, isto acontece com todos aqueles que se dedicam a esta atividade. Por ser um gênero literário mais rápido, embora não, necessariamente, mais leve, exige uma constante procura por novos temas. Por outro lado, nada determina a variedade dos assuntos. Existem situações, devido ao interesse público, impondo uma continuação. Pois neste departamento surgem os jornalistas aguerridos, travando verdadeiras lutas em prol de alguma causa. Suas armas, nesses combates, são as palavras, escritas ou faladas, ou, ainda, ambas. Muitos, quando a recepção aos seus textos/falas é boa, inclusive se entusiasmam, e decidem passar para a política, planejando, nessa nova função, transformar suas ideias em ações. Decidem deixar de apedrejar as vidraças alheias, passando eles próprios a vidraças. Mas, feita a introdução, passemos ao tema de hoje.

Já deixei claro no “Meu cinicário”: “em tempos de tanto ativismo implicante, eu – sempre implicante – me declaro, total e definitivamente, inativista; quer implicância maior?”. Não tenho nenhuma pretensão política. Até porque, não sei se estou no rol dos textos bem recebidos, o que me tornaria um candidato potencial a qualquer coisa. Falta-me paciência para as ações de convencimento tête-à-tête de prováveis eleitores. Porém, para fazer jus ao título da coluna, volto a insistir no assunto das atitudes de enfrentamento ao vírus coronavírus, tão ao gosto de algumas empresas de comunicação (mais do que seria moderadamente aceitável).

Pergunto-lhes: não parece estranho o procedimento desses veículos de comunicação, a televisão, por exemplo, cuja programação, desde março de 2020, é, totalmente, voltada à derrota da COVID-19? Claro, este é justo objetivo de todo o mundo. Todos querem isso? Mas neste trajeto de 2020 a 2021, incongruências dolorosas são patrocinadas por essas empresa. Elas, preconizam a não aglomeração, distanciamento social e uso de máscaras como forma de proteção contra a peste. Entretanto, seus funcionários, em estúdio, agem de forma diferente. Ou alguém, acredita na imagem de uma única pessoa no monitor significando isolamento? E as Olimpíadas? Montanhas de gente de tantos países, apesar dos “protocolos de proteção”, serve-lhes de certeza que a empresa está evitando aglomeração e promovendo o “fique em casa” para eliminar contágios?

No fundo, televisões, rádios, jornais e revistas poderiam mostrar o caminho. Como outras atividades comerciais e industriais deveriam ficar fechadas. Isso seria uma loucura, hão de dizer. Concordo plenamente! É isto aí, a grande hipocrisia. Não consigo entender!

Por Plínio Dias Zíngano
Professor, de Taquara
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