Emperrada desde 2010, quando começou a ser tratada, a instalação do distrito industrial de Taquara terá uma mudança substancial em seu projeto. Em vez de abrigar somente unidades fabris, o espaço será destinado à construção de um novo núcleo habitacional no município. A nova proposta da Prefeitura foi apresentada nesta semana, em audiência pública na Câmara de Vereadores. O Legislativo estuda projetos enviados pelo Executivo, que balizam os primeiros passos para as novas ideias.
Há dois anos, a Prefeitura tentou comprar o terreno destinado ao distrito industrial, situado às margens da ERS-239, entre Taquara e Rolante. O projeto não avançou pela resistência dos proprietários quanto ao valor ofertado pela administração municipal, que chegou a decretar a desapropriação do imóvel. Desde então, o Executivo travava na Justiça uma briga para fazer valer a sua tese de que o valor estimado para o terreno estava correto. A mudança decorre, agora, da disposição dos proprietários da área de terras em ceder parte do terreno para a administração municipal.
Ao todo, o terreno tem mais de 100 hectares e a ideia é ceder à Prefeitura cerca de 30 hectares. Neste espaço, a administração municipal decidiu que colocará não somente indústrias, mas também um núcleo habitacional composto por 240 residências. Na audiência pública de segunda-feira, o prefeito Délcio Hugentobler explicou que a medida leva em conta o plano de habitação de interesse social, confeccionado por Taquara com apoio de técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). O levantamento apontou a deficiência de 2,2 mil unidades habitacionais em Taquara.
Em troca da cedência do terreno, a Prefeitura fará investimentos de urbanização no imóvel.


