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Esta postagem foi publicada em 8 de outubro de 2010 e está arquivada em Colunas.

Minha primeira Oktoberfest

logo_1988Ao participar de uma reunião com a diretoria da Associação de Amigos da Oktoberfest, recentemente, um quadro com uma foto pendurado na parede chamou minha atenção. Ele mostrava uma vista aérea do parque onde ocorre o evento igrejinhense, e notei que estava desatualizado, pois o local já recebeu melhorias significativas nos últimos anos. A imagem, entretanto, me fez viajar no tempo e lembrar que acompanhei praticamente toda a história daquela que viria a ser conhecida como a maior festa comunitária do País.
Eu era ainda estudante em outubro de 1988, quando a primeira edição da Oktoberfest coincidiu com a data do meu aniversário de 18 anos. Ainda sem carteira de motorista e, claro, sem carro próprio, foi na carona de alguns colegas de aula que acabei indo parar na festa, depois de participar de uma outra comemoração de aniversário, esta da irmã de um amigo. Nem lembro direito quem mais estava no grupo, apenas que deixamos o carro na casa de um parente do meu colega, no centro de Igrejinha, e fomos a pé até o parque. E, como todo bom jovem que vai para uma Oktober, nosso objetivo era um só: beber todo o chope possível.
Deve ter sido muito mesmo, pois a única coisa que lembro é que, assim como boa parte do público, acabamos bebendo de graça. Acontece que numa das chopeiras, instalada sob a lona de um circo montada onde hoje é o pavilhão 2, os encarregados de servir eram estudantes, alguns deles meus colegas, no curso de Eletrônica do Cimol. Sendo assim, contamos com a cumplicidade deles para reabastecer os canecos por trás das chopeiras, sem pagar.
Das primeiras edições da Oktoberfest, numa época em que beber era a principal – e, talvez, única – diversão, confesso ser apenas isso que lembro de importante. Eu passaria a ter um contato próximo mesmo a partir do momento em que virei repórter, no ano de 1991. Desde então, com exceção de 1996, ano em que estive residindo fora do Estado, participei de praticamente todas as edições, misturando as obrigações profissionais com os (poucos) momentos em que pude desfrutar da festa como simples e mortal visitante.
Nesse período, considero que ajudei a construir um pouco o sucesso do evento, seja participando do júri de escolha da rainha algumas vezes, seja montando o Oktober Zeitung, jornal interno que circulou alguns anos. Também testemunhei momentos importantes, como a criação da Amifest e a inclusão de grandes shows de porte nacional, os quais também me oportunizaram conhecer alguns dos principais artistas brasileiros. Além disso, mesmo no momento de crítica, procurei fazer algo que ajudasse a corrigir problemas e não simplesmente causar prejuízo para a Oktober. Aliás, encerro revelando uma pequena ajuda: mesmo nos dias em que estou trabalhando, procuro consumir algo no parque, seja bebida ou alimentação, pois sei que é um valor que, por menor que seja, sempre acabará beneficiando alguém que precisa.
João A. Müller

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