
Nos últimos dias, a situação da escola de educação infantil do bairro Santa Rosa, em Taquara, gerou críticas encaminhadas por leitores do Jornal Panorama e ouvintes da Rádio Taquara. Mas, por enquanto, a administração municipal ainda não tem prazo para a abertura do educandário. Uma primeira etapa será a construção de uma subestação de energia no educandário. Depois, a prefeitura pretende abrir um edital em busca de um parceiro para que assuma a administração da escola.
Na segunda-feira, Panorama foi procurado por moradores do bairro, que questionaram quanto tempo ainda demorará para que a escola seja aberta à comunidade. Segundo os reclamantes, muitos pais têm dificuldades com a falta de vagas na educação infantil. Na semana passada, o morador do bairro Derli Furquim também participou do programa Painel 1490, da Rádio Taquara. Na ocasião, divulgou os passos tomados a partir de um abaixo assinado em que percorreu várias residências do Santa Rosa. Segundo Furquim, recolheu mais de 700 assinaturas pedindo que a administração de Taquara faça a abertura da escola. O morador disse que encaminhou o abaixo assinado ao Ministério Público de Taquara e que, agora, levará o assunto à imprensa estadual, se necessário for. Furquim também pretende acionar o Ministério Público Federal, devido ao investimento de recursos da União na escola que está sem uso. O morador conclamou a Câmara de Vereadores a também encampar a mobilização para que a escola entre em funcionamento.
No ano passado, em 28 de setembro, a Prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa, divulgou nota em que afirmava que a administração municipal aguardava o “término do período eleitoral para inaugurar nova escola do município”. O texto dizia que, candidato à reeleição, o prefeito Tito não poderia inaugurar qualquer obra pública e fazer contratações antes e até três meses depois da eleição. Mas, ainda conforme o material divulgado em 2016, o prefeito aguardava “apenas o término do período eleitoral para determinar que a Secretaria Municipal de Educação e Cultura comece a chamar as primeiras crianças da fila de espera”.
De acordo com a prefeitura, a escola recebeu investimentos de R$ 739.709,90, no valor da licitação, mais um aditivo no valor de R$ 153.219,99, compreendendo o bloco administrativo, sala dos professores, diretoria, almoxarifado e sanitários masculinos e femininos, além das salas de aula. A capacidade é de até 150 crianças em turno integral.
Na edição de 26 de maio deste ano, Panorama já havia questionado o prefeito a respeito da escola no bairro Santa Rosa. Na ocasião, Tito revelou que uma parceria está em estudo para as escolas infantis com ONGs ou associações que administrariam os educandários. O prefeito disse que enxerga a iniciativa como uma forma para, não só abrir a escola do bairro Santa Rosa, mas também colocar novas salas em funcionamento. Destacou que a parte pedagógica continuaria a cargo da Secretaria de Educação, ficando a gestão destas escolas sob responsabilidade da entidade que assumir. Consultado nesta semana pela reportagem sobre a situação da escola, o prefeito Tito disse que a administração “está em vias de abrir” o edital para a contratação destas entidades. Além disso, o prefeito informou licitação aberta em julho e com contrato firmado nesta semana que prevê a instalação de uma subestação de energia na escola. “São duas coisas que têm que resolver. Foi encaminhada a estação que atenderá a energia da creche e, depois, a escolha de um parceiro para a abertura das vagas”, confirmou o prefeito Tito.


