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Tito pede aos médicos colaboração para recuperar credibilidade do hospital de Taquara

Profissionais disseram que carta sobre problemas no hospital era interna e não deveria ter vazado.

Membros do Comitê Gestor do Hospital debateram na quarta-feira estratégias para vencer dificuldades do Bom Jesus. Vinicius Linden/Jornal Panorama

A carta divulgada recentemente pelo corpo clínico do Hospital Bom Jesus, de Taquara, relatando problemas no funcionamento da casa de saúde gerou repercussão na semana passada. O assunto foi tema de uma reunião do Comitê Gestor do Hospital, que integra membros da Prefeitura, Secretaria de Saúde, Conselho Municipal de Saúde e do Hospital na quarta-feira (19). Na ocasião, a tônica foi uma manifestação do prefeito Tito Lívio Jaeger Filho pedindo a colaboração dos médicos a fim de recuperar a credibilidade do hospital junto à população. Também ficou acertada a elaboração de um planejamento de prioridades para melhorar o funcionamento do Bom Jesus.

O encontro começou com a manifestação do diretor do corpo clínico do hospital, Richard Pereira dos Santos. Segundo ele, houve uma reunião em que os médicos elencaram pontos de dificuldade do Bom Jesus, que foram pontuados na carta encaminhada à direção do hospital. Richard reconheceu que o documento tinha sido elaborado internamente, e não deveria ter sido vazado à comunidade. Responsável por representar os médicos perante à direção do hospital, Richard ressaltou que a principal cobrança é de que a administração central do Instituto de Saúde e Educação Vida conceda mais autonomia à direção local do hospital. “Gostaríamos que a administração de Taquara tenha mais liberdade para agir em determinadas situações”, comentou, dizendo que os médicos sabem da parceria da prefeitura, que, inclusive, aumentou o repasse à casa de saúde. Richard reforçou que a intenção do alerta dos médicos é preventiva, para evitar problemas em possíveis fiscalizações, mas que nenhum profissional pensa em fechar o hospital.

Em sua manifestação, o prefeito Tito defendeu que os médicos e a direção do Bom Jesus façam uma reunião técnica em que discutam os problemas. O prefeito também concordou com a ideia levantada na reunião, de que é necessária a elaboração de um planejamento estratégico, com a definição de prioridades por parte dos médicos e da direção do hospital. Tito se comprometeu a auxiliar no atendimento às prioridades a serem elencadas neste planejamento. O prefeito reforçou o entendimento de que o governo do Estado é o responsável pela maior parte dos entraves que passa o hospital, à medida que atrasa o repasse de recursos, gerando problemas aos pagamentos e ao próprio cumprimento de metas.

Ainda durante a reunião, Tito disse que um dos principais problemas do Hospital Bom Jesus é a baixa credibilidade. Segundo o prefeito, às vezes no afã de se divulgar determinadas dificuldades, o hospital acaba sendo prejudicado. O prefeito questionou eventuais publicações em redes sociais ou comentários dentro do hospital que demonstrem problemas, seja por parte dos funcionários ou médicos, e pediu a parceria dos profissionais para que todos trabalhem em conjunto visando a melhorar a credibilidade do Bom Jesus junto à comunidade. Isso, na visão do prefeito, seria positivo para todos os envolvidos, à medida que mais pessoas procurariam os serviços e o hospital conseguiria, ainda, trabalhar mais fortemente o atendimento a convênios e particulares, fonte de renda considerada alternativa à defasagem dos pagamentos do Sistema Único de Saúde (SUS).

* Matéria publicada na edição impressa de 21 de julho do Jornal Panorama.