Diversas famílias precisaram sair de casa devido às chuvas desta semana. Em Taquara, a prefeitura montou um abrigo na Escola Estadual de Ensino Médio Willibaldo Bernardo Samrsla (Ciep), no bairro Empresa, para receber os moradores.
Vanir Moreira Groeff, 56 anos, está no espaço que recebeu cerca de 100 pessoas. “Eu sai, porque eu moro há 32 anos neste lugar e toda enchente a gente vem para o Ciep”, relata.

Segundo Vanir, que reside na esquina da Rua Buenos Aires com a La Paz, no bairro Empresa, o problema de inundação é recorrente. “Toda enchente, desde a pequena, entra dentro de casa. As grandes cobrem tudo”, explica.
Segundo a moradora, a situação desta semana não foi a pior que viveu. No ano passado, ela precisou sair de casa cinco vezes, por causa da elevação no nível do Rio dos Sinos. “Dessa vez a gente conseguiu tirar tudo [antes da água entrar]”, comenta. A Prefeitura de Taquara organizou um trabalho de recolhimento dos móveis e pertences dos moradores e, também, montou um abrigo no ginásio do educandário com o acolhimento necessário e fornecimento de refeições até que os moradores possam voltar às suas casas.

O bairro Empresa fica situado em uma área de inundações recorrentes provocadas pelo Rio dos Sinos. A taquarense espera conseguir uma moradia popular para sair da área de risco. “A nossa esperança é esses apartamentos que estão em construção, porque a gente sair dali não tem condições”, diz.
A prefeita Sirlei Silveira, junto com o vice Delmar Backes, esteve no abrigo conversando com os moradores. À Rádio Taquara, ela garantiu que famílias atingidas de forma recorrente terão prioridade no recebimento de moradias populares. “As famílias que, constantemente, são afetadas pelas inundações já estão como pessoas referenciadas para receberem uma residência”, explicou a gestora.
Perguntada sobre o recomeço, Vanir Groeff comenta que não tem outra opção, senão esperar a água baixar. “Como sempre! Tem que voltar, recomeçar, seguir em frente e esperar as próximas”, complementa. Até esta sexta-feira (20), algumas partes do bairro Empresa permaneciam alagadas, impossibilitando o retorno dos moradores.




