
O Sindicato dos Sapateiros de Parobé informou o fechamento da convenção coletiva de 2019, data-base agosto, com aumento definido em 3.20%. Além da recomposição salarial acima da inflação, a entidade afirma que conseguiu que o Sindicato Estadual Patronal (Sindicatão) mantivesse as conquistas sociais já existentes na convenção de 2018.
Segundo o presidente do Sindicato, João Pires, a definição do dissídio cumpre com o objetivo de atualizar os recebimentos dos trabalhadores e garantir que não haja perda de direitos. Ele explica que após a aprovação da nova legislação trabalhista, tornou-se ainda mais complicado o embate na mesa de negociações para garantir que os trabalhadores não sejam prejudicados. “Esta convenção coletiva representa uma vantagem aqueles que contribuem com o Sindicato, pois desde a reforma trabalhista nós representamos somente aqueles que entendem a importância da nossa representatividade”, destaca.
Pires também salienta que com a nova legislação, a convenção coletiva prevalece sobre a Lei quando os acordos tratarem sobre jornada de trabalho, banco de horas, intervalos, feriados, entre outros direitos trabalhistas. “É muito importante que o trabalhador compreenda o que a convenção coletiva representa, pois é nela que estão estabelecidos estes pontos importantes que vão além da questão salarial”, comenta.
O presidente afirma que este acordo também representa uma vitória significativa para o valor do piso de salário inicial e após os 90 dias de contratação. Ambos devem receber um aumento de 4%. Uma das novidades conquistadas pelo Sindicato dos Sapateiros é a existência de um auxílio-creche no valor de R$ 30,00 (por criança) a ser pago as mulheres que integram o setor calçadista. “Sabemos que o valor ainda não é o ideal, mas é uma porta que se abre para os próximos anos na convenção. Uma conquista muito importante do Sindicato para a categoria”, finaliza.


