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Três Coroas recebe 2º Fórum Nacional de Turismo Acessível e destaca inclusão no turismo de aventura

Evento reúne especialistas, gestores e comunidade para debater acessibilidade e promover experiências inclusivas no turismo e no esporte
(Fotos: André Amaral/Rádio Taquara)

Três Coroas sediou nesta sexta-feira (13) o 2º Fórum Nacional de Turismo Acessível e Esporte de Aventura, reunindo especialistas, gestores públicos, profissionais do turismo e representantes da sociedade civil para discutir inclusão, acessibilidade e novas possibilidades no turismo de aventura. O evento integra a programação do Camping Acessível, que promove atividades adaptadas para pessoas com deficiência.

Durante a abertura, o presidente da Associação das Pessoas com Deficiência e Amigos de Três Coroas (APDAF), Luis Tizian, destacou que o fórum busca ampliar o debate sobre acessibilidade e incentivar mudanças práticas na sociedade.

“Essas discussões propõem que empresas e gestores públicos tenham mais conhecimento e possam trocar ideias sobre como melhorar a acessibilidade de forma geral. Não se trata apenas da questão do turismo, mas de pensar uma cidade e uma sociedade acessíveis para todas as pessoas”, afirmou.

Segundo ele, um dos conceitos centrais do evento é o sentimento de pertencimento das pessoas com deficiência nas atividades sociais e de lazer.

“A gente bate muito na tecla do pertencimento. É mostrar que as pessoas podem fazer rafting, podem participar dos eventos e que também têm o seu espaço. Basta ter a vontade de participar. O nosso objetivo é incluir essas pessoas para que se sintam parte da sociedade por meio da inclusão”.

Idealizadores e autoridades
Programação inclui esportes de aventura adaptados

Além das palestras e debates, a programação prevê atividades práticas no sábado, com experiências de esporte de aventura adaptadas. A principal delas será o rafting, em um percurso de aproximadamente 1,7 a 1,8 mil metros, entre o Parque das Laranjeiras e o Rafting Adventure Park.

Também estão previstas atividades como handbike, tiro ao alvo com arco e flecha, bocha adaptada, trilha acessível e tirolesa, proporcionando diferentes experiências de aventura para os participantes.

Turismo acessível como política pública

O secretário de Turismo do Rio Grande do Sul, Ronaldo Santini, ressaltou que o Estado tem apoiado iniciativas que ampliem o debate sobre acessibilidade no setor turístico.

“Temos promovido e apoiado financeiramente a realização de eventos, seminários e discussões sobre acessibilidade, compreendendo a importância de que a economia do turismo esteja preparada para receber todos os públicos”.

Santini também destacou que o envelhecimento da população exige novas políticas públicas e estruturas adequadas para garantir acesso aos espaços turísticos.

“Hoje temos uma população mais envelhecida e uma longevidade maior do que tínhamos há 20 ou 30 anos. Isso demanda políticas públicas que contemplem também pessoas em idade mais avançada, garantindo condições de acesso.”

Ele também apontou que o tema envolve diferentes desafios, desde a comunicação em braile até o preparo para receber famílias atípicas.

Acessibilidade vai muito além de rampas

Uma das palestras do fórum foi conduzida pela arquiteta e urbanista Alessandra Marinho, especialista em acessibilidade sustentável, com o tema “Viver é para todos: turismo acessível e esporte de aventura como experiências humanas”.

Segundo ela, ainda existe uma visão limitada sobre o que significa acessibilidade.

“Quando se fala em acessibilidade, as pessoas imediatamente pensam em rampas. Mas acessibilidade é muito mais do que isso. Mesmo quando se fala em rampas, elas precisam ter inclinação adequada para garantir conforto e segurança”.

Alessandra Marinho, especialista em acessibilidade sustentável

A arquiteta explicou que ambientes acessíveis envolvem diferentes elementos, como sinalização adequada, corrimãos, pisos nivelados, calçadas sem obstáculos, guias rebaixadas e atendimento preparado para receber pessoas com diferentes necessidades.

Ela também destacou a importância do chamado desenho universal, conceito que busca garantir que os espaços possam ser utilizados por todas as pessoas com autonomia e segurança.

“Todo mundo em algum momento vai envelhecer e vai precisar de ambientes acessíveis, mesmo que não tenha uma deficiência. Ou seja, a acessibilidade é um benefício para toda a sociedade”.

Participação especial

Entre os destaques da programação está a participação da influenciadora e palestrante Paola Antonini, que compartilha sua trajetória pessoal e experiências relacionadas à inclusão.

Além da palestra motivacional no fórum, ela também participa das atividades de aventura programadas para o sábado, vivenciando na prática as experiências de turismo acessível.

Com debates e atividades práticas, o fórum reforça o papel de Três Coroas como referência nacional na discussão sobre turismo inclusivo e na promoção de experiências acessíveis para todos.

Programação – 14/3

Local: Raft Adventure Park
Horário: 8h às 18h

Programação

08h00
Recepção dos voluntários

09h00
Abertura oficial com autoridades locais

09h30
Apresentações culturais e artísticas

09h40
Início das atividades:
Trilhas ecológicas adaptadas
Banho de rio assistido com cadeiras anfíbias
Tiro com arco adaptado
Handbikes
Stand up paddle adaptado
Playground inclusivo
Bocha adaptada e outras atividades recreativas

09h40
Check-in para a descida de rafting (vagas limitadas e inscrição prévia)

10h00
Início das descidas de rafting com múltiplos botes

12h00
Intervalo para almoço

13h00
Continuação das atividades recreativas e de aventura

15h00
Apresentações musicais ao vivo

18h00
Encerramento oficial