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Três Coroas sedia 200ª Sessão da Oficina Regional de Defesa Civil e celebra 15 anos de atuação conjunta

Encontro entre municípios do Paranhana, Hortênsias e Alto Sinos em Três Coroas celebrou a trajetória de integração intermunicipal e debateu estratégias de prevenção a desastres
(Foto: André Amaral/Rádio Taquara)

Três Coroas recebeu nesta quinta-feira (7) a 200ª Sessão da Oficina Regional de Defesa Civil do Vale do Paranhana, Região das Hortênsias e Alto Sinos. O encontro técnico, realizado no Centro Municipal de Cultura Remitto René Haack, também marcou os 15 anos de atuação conjunta entre os municípios da região na gestão de riscos e resposta a desastres naturais.

O evento contou com a participação de servidores públicos, voluntários e representantes de órgãos municipais, estaduais e regionais ligados à Defesa Civil, à segurança pública, ao meio ambiente e à gestão de riscos. A programação incluiu apresentações técnicas, troca de experiências entre os municípios e a formalização de estratégias conjuntas de prevenção. Também foram realizadas homenagens a profissionais e voluntários que atuam diretamente na resposta a desastres e na construção de uma cultura regional de proteção e autoproteção, particularmente após a histórica enchente de 2024.

Coordenador voluntário da oficina, Cláudio Silva da Rocha destacou a importância da integração para a efetividade das ações de defesa civil. “Um dos pilares básicos da gestão de risco, que é o gerenciamento de dados, passa justamente pela integração. Num espaço geográfico como o nosso, a Serra, o Paranhana, o Vale dos Sinos, já passou da hora, há pelo menos 15 anos, de pensarmos de forma mais integrada, olhando para o todo”, afirmou.

Rocha lembrou que os impactos de eventos climáticos se espalham por toda a bacia hidrográfica, exigindo atuação articulada entre os municípios. “Quando o rio enche aqui em Três Coroas, ou quando recebe água dessas montanhas da Serra, essa água vai percorrer seu curso natural. Vai desaguar, ganhar volume, alcançar o Sinos, depois o Guaíba, e por fim o Lago dos Patos, impactando diversas comunidades no caminho”.

Criada em 2010, a oficina surgiu inicialmente como um plano regional. Desde então, segundo Rocha, os resultados têm sido perceptíveis tanto em aspectos concretos quanto simbólicos. “Temos ferramentas como o diagnóstico estrutural, a política regional de Defesa Civil e metodologias de ação humanitária, que podem ser aplicadas a qualquer momento, ajudando a reduzir, mitigar ou até evitar os impactos de eventos adversos. E temos também avanços intangíveis, como a melhor percepção do risco pelas pessoas e a construção de uma cultura de prevenção”.

Questionado sobre como a população pode contribuir com base na cultura da prevenção, Rocha enfatizou a importância da autoproteção. “O primeiro passo é desenvolver uma percepção da necessidade de se proteger. Se sei que está chovendo forte, preciso tomar atitudes. Se percebo risco de granizo, inundação, deslizamento, já devo me preparar. O poder público é fundamental, mas precisa estar coordenado internamente e integrado com a comunidade, para que todos consigam dar uma resposta adequada antes mesmo de o evento acontecer”.