O governo do Estado liberou recursos para a reforma de escolas visando a melhoria do ambiente escolar. Três educandários da região foram contemplados com a verba, no total de R$ 400 mil, proveniente do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e do salário-educação. Segundo o governo, os repasses vão direto para cada instituição de ensino e os recursos devem ser utilizados exclusivamente em reformas e ampliações.

No Vale do Paranhana, foram contempladas o Colégio João Mossmann, de Parobé, com R$ 100 mil; a Escola de Ensino Fundamental 19 de Abril, de Rolante, com R$ 150 mil; e a Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato (Cimol), com R$ 150 mil. O secretário estadual de Educação, Ronald Krumemnauer, que é taquarense, enfatizou que praticamente todos os municipios gaúchos tiveram ou vão ter obras de autonomia financeira das escolas. “Transferimos recursos para as escolas até o limite da carta convite da Lei de Licitações, que a partir do mês de junho aumentou para R$ 330 mil e, até então, era R$ 150 mil. A autonomia financeira é dada porque a licitação é realizada dentro do ambiente escolar, com a participação da comunidade, e muitas vezes contratando empresas locais”, explicou.
No processo de escolha, Ronaldo disse que as instituições foram selecionadas a partir de critérios técnicos. “A grande maioria por causa da rede elétrica, porque boa parte das escolas têm necessidade nesse sentido. Também existem apontamentos do Ministério Público e da comunidade escolar reclamando alguma necessidade. Outro critério é a parceria com as universidades e os processos de Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) que já foram aprovados pelos Bombeiros, mas ainda não tiveram início”, esclareceu Krummenauer.
O diretor do Cimol, Silvio Quintino de Mello, informou que o recurso destinado pelo governo será aplicado no Curso Técnico em Meio Ambiente, que, desde a sua criação, vem pleiteando por melhorias em sua infraestrutura. Estão previstas a reforma de duas salas de aula, a implementação de um laboratório multidisciplinar e sanitários para os alunos. Já em Parobé, o diretor do Colégio João Mossmann, Gilnei da Rosa, obteve a confirmação da 2ª Coordenadoria Regional da Educação (2ª CRE) de que o recurso será aplicado em melhorias necessárias devido ao incêndio que atingiu a escola em 2016. A prioridade, segundo Gilnei, é para as obras que resolvam questões práticas ainda decorrentes do sinistro. A reportagem do Panorama não conseguiu contatar a escola de Rolante para obter informações sobre a aplicação dos recursos.


