Polícia

Três pessoas são indiciadas pela Polícia Civil no caso do lar de idosos clandestino em Taquara

Ainda esta semana, o caso será remetido à Justiça e a Polícia Civil de Taquara pretende pedir a prisão preventiva dos suspeitos
Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil de Taquara concluiu o inquérito sobre o lar de idosos clandestino, descoberto no dia 02 de outubro, em Santa Cruz da Concórdia, localidade do interior do município. Passados 40 dias, do resgate de 10 pessoas que estavam vivendo no local em condições degradantes, sem comida, sem água e morando entre porcos, galinhas e cachorros, três pessoas foram indiciadas.

Na ocasião, segundo o delegado Valeriano Garcia Neto, titular da Delegacia de Polícia (DP) de Taquara, os policiais chegaram até o local por meio de denúncia anônima e constataram que as vítimas estavam em condições desumanas. As vítimas tiveram que ser removidas com ambulância, diretamente para o hospital. E, assim que foram liberados pela casa de saúde, os internos do lar clandestino foram reencaminhados para outros lares legalizados.

Responsável pela investigação, delegado Valeriano informou que dois homens e uma mulher, moradores de Porto Alegre, serão indiciados por associação criminosa, tortura, cárcere privado e retenção de documentos. São os dois responsáveis pelo lar e a esposa de um deles, com participação na administração dos negócios da família.

Na segunda-feira (13), os investigados estiveram na DP de Taquara, mas preferiram ficar em silêncio o tempo todo durante o interrogatório. Ainda esta semana, o caso será remetido à Justiça e a Polícia Civil de Taquara pretende pedir a prisão preventiva dos suspeitos, pela terceira vez, tendo em vista que as provas obtidas na investigação confirmam que os responsáveis pela clínica ficavam com todos os benefícios financeiros dos idosos.