
O tropeirista taquarense Marco Aurélio Angeli, conhecido como Zoreia, está participando da Expointer 2025 em Esteio, onde coordena um espaço de 200 metros quadrados voltado ao tropeirismo. A área, instalada junto à Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, busca valorizar a cultura tropeira e ampliar sua visibilidade dentro da maior feira agropecuária do país. A Expointer segue ate o próximo domingo (7).
Angeli afirmou que a participação na feira concretiza um desejo antigo dos tropeiristas da região. “Há muito tempo se tinha vontade de estar em Esteio, e neste ano aconteceu o que tanto desejávamos. É um momento de alegria, porque estamos representando também o nosso município e a nossa tão querida Taquara”, destacou. Ele ressaltou ainda que o projeto é fruto de uma parceria de mais de 20 anos com o tropeirista Walter Fraga Nunes, de Guaíba.
O taquarense fez questão de agradecer a pessoas que contribuíram para viabilizar a iniciativa, mencionando Ana Holmer Bauer Schweitzer, a doutora Simone Amaral, o deputado estadual Joel Wilhelm e o secretário de Turismo, Ronaldo Santini. “Foi ele quem possibilitou que isso tudo estivesse acontecendo aqui”, observou.
O estande tem recebido grande movimento, com visitantes de diferentes regiões e até delegações internacionais. “As pessoas que vêm para a Expointer têm passado aqui para nos dar um abraço, tomar um chimarrão com a gente”, contou Angeli. Ele também reconheceu o papel fundamental da família para sua atuação. “Enquanto eu estou aqui, tem alguém em casa dando continuidade às nossas lidas. Sem eles, seria impossível eu estar aqui”, agradeceu.
Segundo Angeli, o tropeirismo tem origem nos séculos XVIII e XIX, quando tropeiros conduziam tropas de mulas e gado pelos caminhos que ligavam o sul ao sudeste do Brasil, transportando alimentos, couro, ferramentas e outros produtos. Mais do que atividade econômica, consolidou-se como expressão cultural marcada pela hospitalidade, culinária típica e tradições que ainda hoje são preservadas em encontros e festas regionais. Atualmente, o tropeirismo é reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul.
Localizado próximo ao portão central do parque, o espaço do tropeirismo oferece uma vitrine da tradição e reforça a representatividade de Taquara e do Vale do Paranhana em um dos maiores eventos do setor agropecuário brasileiro.


