
Na última sexta-feira (2), o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) promoveu um sorteio público na unidade de Taquara para definir a colocação entre duas candidatas que empataram em todas as etapas de um processo seletivo para estágio em Direito.
As estudantes Natália Ávila Prusch, taquarense, e Ana Luiza Schweinitz Lescano, de Santana do Livramento, alcançaram exatamente a mesma pontuação nas provas de Língua Portuguesa e Informática, além da nota final. Mesmo após os critérios de desempate estabelecidos no edital, o impasse permaneceu: as duas nasceram no mesmo dia, 18 de julho de 2004, e no mesmo horário, às 8h50.
Diante da situação, o TRT4 recorreu ao sorteio, conforme previsto no edital, que determina a medida em casos excepcionais, “respeitando os princípios de publicidade, isonomia e transparência”. As duas candidatas não têm parentesco.
O sorteio foi feito com dois envelopes iguais, contendo os nomes das participantes. Após serem embaralhados, um deles foi sorteado por um membro da comissão, sob supervisão de um servidor do tribunal. Todo o processo foi registrado em ata e assinado.
O resultado oficial e o edital de homologação serão publicados na terça-feira (6) no site do TRT4. Porém, Ana Luiza esteve presente no dia do sorteio e comunicou que ficou com a vaga.
Amizade improvável
A coincidência virou notícia depois que o caso foi compartilhado por Ana Luiza em sua conta no X (antigo Twitter). Foi o suficiente para viralizar. O post teve grande repercussão e somava mais de 2,4 milhões de visualizações até o fim de semana.
“Fiquei muito surpresa”, contou Natália. “Cheguei até mesmo a me perguntar se havia uma irmã gêmea perdida”, brinca.
A suspeita, evidentemente, não se confirmou, mas a coincidência deu origem a uma amizade.
“Sim, acabamos nos conhecendo depois que tudo viralizou. Depois descobrimos que temos alguns conhecidos em comum”, disse. “Viramos amigas, uma compartilhando com a outra as notícias recentes sobre nós duas.”
Atualmente, Natália cursa o 4º semestre de Direito na Faccat e é estagiária no escritório Ody Keller Advogados, em Taquara. Entre audiências e estudos, ela ainda encontra tempo para acompanhar os desdobramentos de uma história que começou com um empate e virou conexão.
“Fiquei bastante feliz pelo resultado do sorteio, mesmo que não tenha sido favorável. Atualmente já faço estágio em outro local e, mesmo que nosso empate não fosse para cadastro reserva, teria ficado contente”, revela.


