No dia 7 de julho de 1989, Orlando Oliveira dos Santos testemunhou o acidente que tomou a vida de seu filho Rodrigo. O pequeno, então com seis anos, foi atropelado por um carro ao cruzar a ERS-239. Orlando e a esposa Lourdes fizeram da perda uma bandeira e, em memória ao filho, mobilizaram a comunidade e buscaram junto do poder público medidas para tornar o trânsito do local mais seguro. A última conquista foi a construção da passarela, batizada de Rodrigo Basei Santos.
“Decidimos que devíamos fazer algo por ele”, afirmou o pai. Entretanto, nada foi do dia para a noite. Orlando conta que começou o trabalho logo depois do acontecido, mas que muitas outras pessoas sofreram acidentes até que alguma medida fosse posta em prática. “Naquela época eu tive um trailer, onde vendia lanches, bem próximo ao ponto do acidente do Rodrigo. Em três anos, vi morrerem cinco pessoas. Depois da morte dele, pedimos a instalação de uma sinaleira, mas o que eles fizeram foi instalar um pardal, e ainda levou anos para isto acontecer”, revelou.
Segundo Orlando, a sinaleira requerida, que viria a ser conhecida como “sinaleira do Rubinho”, levou cerca de dez anos para ser instalada. “O pardal não serviu para trazer segurança, apenas para arrecadar com multas – porque estava sempre desregulado. Com ele, acidentes continuavam frequentes. A sinaleira trouxe certa segurança, mas queríamos algo melhor: uma passarela. Assim, pedestres e motoristas poderiam seguir seu caminho com tranquilidade e sem medo”, contou. Tenha mais informações sobre o tema no Panorama impresso de 08 de agosto. Leia!


