Informática
Esta postagem foi publicada em 1 de junho de 2012 e está arquivada em Informática.

Ultrabook: seu próximo notebook

Existe uma briga eterna entre os fabricantes de notebooks: criar o equipamento mais fino e leve entre todos os demais. De tempos em tempos, surge a notícia “lançado o notebook mais fino do mundo”, cada vez por um dos grandes fabricantes. O título vale por alguns meses, até algum dos concorrentes lançar um novo equipamento ainda mais fino. Atualmente, o posto parece ser liderado pela Acer, com um modelo cuja parte mais grossa possui apenas 1,5 cm de espessura.
Mas o fabricante que conseguiu criar a fama de ter o notebook mais fino do mundo é a Apple, que em 2008 lançou o seu desejado MacBook Air. Na época este notebook foi realmente revolucionário e demorou muito até que outros fabricantes conseguissem fazer algo semelhante. No evento em que foi apresentado, Steve Jobs retirou o notebook de um envelope de cartas, para delírio geral. Assim sendo, até hoje as pessoas relacionam notebook ultrafino com o MacBook Air, cuja versão atual tem espessura variando entre 0,3 cm na parte mais fina e 1,7 cm na parte mais grossa (0,2 cm a mais do que o modelo da Acer).
Pois bem, a novidade nesta área de notebooks ultrafinos é a seguinte: muito provavelmente, seu próximo notebook já seja deste tipo. O motivo é que a Intel, líder mundial em processadores para computadores, está investindo centenas de milhões de dólares a fim de possibilitar que todos os maiores fabricantes de notebooks tenham a capacidade de criar modelos ultrafinos. E criou até um nome para esta classe de equipamentos: ultrabook. A partir disso, nós teremos duas espécies de notebooks ultrafinos: o MacBook Air e os ultrabooks.
Vamos definir então: um ultrabook é um notebook que precisa ter espessura de até 2 cm. Outra característica marcante é possuir, para armazenamento dos arquivos, memória flash (SSD), semelhante às das câmeras fotográficas digitais. Só este detalhe já faz uma diferença enorme em relação aos modelos que possuem discos rígidos (o tradicional HD). SSD não tem partes móveis eletromecânicas como um HD, o que os torna completamente silenciosos e mais leves. Além disso, acessar arquivos em memórias SSD ocorre de forma muito mais rápida do que em um HD, pois no SSD não é necessário girar discos e movimentar agulhas de leitura. Para termos uma ideia, o ultrabook da Dell leva apenas 1 segundo para sair da hibernação do Windows, e 18 segundos para inicializar. Boa parte desta “mágica” é graças ao uso da memória SSD. Característica também marcante nos ultrabooks é a duração maior da bateria, podendo chegar a 7 horas. E vem mais por aí: ultrabooks com telas destacáveis e sensíveis ao toque, podendo ser utilizadas como um tablet.
Os ultrabooks já estão no mercado, e alguns com preços bem razoáveis, na faixa dos R$ 2.500,00, como é o caso do Samsung com processador Intel i5. Existem modelos mais caros, chegando a R$ 6.000,00, como é o caso do Dell, com processador Intel i7. Mas uma coisa é certa: nossos próximos notebooks serão bem mais finos e leves do que os atuais.

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