
A final da categoria sub-11 da Copa Cidade Verde foi disputada na manhã desta quarta-feira (14), no campo do Sandense, em Três Coroas, e terminou com vitória do Grêmio por 1 a 0 sobre o Gramadense. Decidido no segundo tempo, sob sol forte, o confronto reuniu duas das principais equipes da competição e teve como pano de fundo o duelo entre Otávio Roratto e Kauã Foss Braz, que dividiram a artilharia de seus times com três gols cada.
Antes da bola rolar, Otávio, camisa 7 do Grêmio, falou sobre sua trajetória no clube. De cabelos longos e faixa na cabeça, à imagem e semelhança do ídolo Luka Modrić, o meio-campista de 11 anos explicou que deixou a escolinha de futebol para viver, pela primeira vez, a rotina de um time de alto rendimento. Inspirado no croata, destacou como principais características a finalização e “a vontade de decidir”.
Do outro lado estava Kauã, camisa 10 do Gramadense. Também com três gols na competição, assim como Otávio, o atacante dividia a artilharia da categoria e demonstrava maturidade ao falar do coletivo. Atuando como ponta e meia, tinha no Cristiano Ronaldo a principal referência, especialmente pela capacidade de fazer gols e nunca desistir das jogadas. Para a final, a receita era simples: jogar o que sabia, sem medo.
Quando a partida começou, por volta das 11h, o cenário foi de um jogo pegado. O Grêmio teve mais volume de jogo e criou as principais oportunidades, enquanto o Gramadense se manteve organizado e competitivo, vendendo caro a derrota. Otávio foi participativo durante os 40 minutos, ajudou na construção das jogadas e teve duas boas chances de marcar, mas parou na defesa e nas finalizações que não entraram.

Kauã, por sua vez, encontrou dificuldades diante da marcação do Tricolor. Bem vigiado, teve menos espaço do que ao longo da competição e acabou sendo substituído no segundo tempo, reflexo do esforço físico e do desenho tático da final.
O gol que decidiu o título saiu apenas na etapa final. Murilo Leite aproveitou uma das investidas do Grêmio e balançou a rede, garantindo a vitória por 1 a 0 e o título da categoria sub-11.
No apito final, alegria de um lado e aprendizado do outro. Otávio celebrou o título e o início de ano com taça.
“É muito bom começar o ano já sendo campeão. Jogar assim, ganhar um título logo no início do ano, é muito especial. Eu joguei o jogo inteiro, acho que fiz uma boa partida. Acabei perdendo duas chances, mas o mais importante é que a gente conseguiu fazer um gol e ser campeão. Foi um jogo muito difícil, bem pegado”, disse.
Kauã reconheceu o jogo duro, mas, ao melhor estilo “bola pra frente”, típico de sua posição, já pensa na próxima categoria.
“Foi um jogo bom, bem disputado. Eles mereceram, conseguiram fazer o gol”, resumiu. Questionado sobre a sequência da carreira, respondeu com firmeza: vai subir de categoria em 2026 e quer voltar melhor. O sonho de jogar futebol, garantiu, segue intacto.
Histórias diferentes, sonhos iguais. Que venha 2026 para os meninos da base.


