Há alguns dias comemoramos o centésimo octogésimo nono aniversário da Independência Brasileira. Não teve “Parabéns a Você”, negrinho ou cachorro-quente. É uma dessas festas em que a convidada principal é a reflexão.
Nosso país é como a nossa casa, o nosso porto seguro ou ao menos deveria ser. Enxergando com clareza, vemos todos os defeitos e as qualidades que ele possui e mesmo que optemos por conhecer novos lugares, fixar residência pelo mundo, é em nosso país que fica o conforto de ter um lugar para voltar. É ele o nosso lugar no mundo e assim sendo a nós cabe organizá-lo, lutar por ele e deixá-lo o mais confortável possível. Seria uma demagogia tremenda dizer que o Brasil é perfeito, porque nada o é. Dizer que é o melhor lugar do mundo, porque talvez não seja. Mas é nosso.
Já foram 189 aniversários e entre altos e baixos, o caminho percorrido nos trouxe até aqui. Chega o momento de pensar nos próximos anos e em quais vitórias, pequenas ou gigantes, poderão ser comemoradas. A imposição da honestidade, a luta da igualdade, a vitória da justiça? Talvez todos, talvez nenhum e somos nós quem tomamos as decisões que construirão o caminho a nossa frente, porque é pelo Brasil que aprendemos a nutrir sentimentos, seja de amor, de saudade, até de revolta (porque ela demonstra preocupação), não importa. Assim como não importa quantas nações e pontos turísticos do mundo conheçamos, pois o nosso país, nosso berço, é e será para sempre o nosso ponto: de partida, de chegada, de referência.
Eduarda Neves – Estudante
Esta postagem foi publicada em 16 de setembro de 2011 e está arquivada em Caixa Postal 59.


