Educação

Um retrato da rede estadual de educação

Na quarta-feira, a rede estadual de educação voltou às aulas para o ano letivo de 2013. Nesta semana, Panorama fez

Na quarta-feira, a rede estadual de educação voltou às aulas para o ano letivo de 2013. Nesta semana, Panorama fez contato com todos os educandários estaduais da região, para apresentar um diagnóstico dos projetos a serem desenvolvidos para o ano, e também as principais preocupações das direções escolares. Somente não foi possível obter as informações das escolas Rodolpho von Ihering, de Taquara, e José Augusto Henemann, de Parobé, por dificuldades dos próprios educandários.

Cimol busca cursos novos

A Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato (Cimol) está buscando no Conselho Estadual de Educação (CEE) a autorização para dois cursos novos, Técnico em Química e Técnico em Meio Ambiente. Se aceitos, eles se somarão aos outros oito cursos técnicos oferecidos pela instituição e seus alunos se unirão aos mais de dois mil que o Cimol atende anualmente. Segundo a direção da escola, outro foco da instituição para este ano é investir na formação continuada dos professores. “Antes do início das aulas nossos professores passaram por dois dias de capacitação, e em outros momentos isso vai voltar a acontecer para que o aprendizado seja aprimorado”, comentou o diretor que está há 34 anos na instituição, Silvio Quintino de Mello. Com essas ações, segundo a direção, o Cimol pretende continuar ocupando um lugar de destaque em feiras, exposições e concursos vestibulares. “Muitos dos nossos alunos passaram em inúmeras universidades, até em federais, sem terem feito cursinho. Por isso, temos que prepará-los para os desafios futuros”, enfatizou o diretor.

Dirceu Martins reivindica ginásio

A Escola Dirceu Martins conquistou, através da Consulta Popular de 2012, o capital para a construção de um ginásio esportivo, e agora busca junto ao Estado o repasse. “Este é um sonho antigo da comunidade, por isso estamos envolvendo um grande número de pessoas na causa”, comentou a diretora, Marelise Prass Cardoso. Segundo ela, a escola também almeja outras conquistas para este ano, como a implantação de uma oficina de grafite, a ser realizada no programa que a escola tem em sábados pela manhã. O Escola Aberta abriga aulas de reforço escolar, bem como oficinas de informática e taekwondo. Além disso, a diretora salientou outro ponto forte da escola: o comprometimento com a qualidade do ensino. “Estamos engajados na qualidade da educação para que isso seja refletido em avaliações como o Ideb”, comentou. Em outro aspecto, devido ao baixo número de matriculados, a escola, que abriga cerca de 500 alunos dos ensinos fundamental e médio, busca novos alunos para sua turma de primeiro ano do ensino fundamental para que ele não corra o risco de ser fechada. Por se tratar de apenas uma turma, restam poucas vagas, mas os representantes de crianças que completam seis anos até 31 de março podem procurar a instituição para manifestar seu desejo de preencher uma vaga.

Polivalente quer combater a evasão

Segundo o diretor da escola taquarense Felipe Marx, Marcelo Bischoff, o abandono escolar é o problema que mais atinge a instituição. Principalmente no período noturno, todos os anos um número considerável de alunos deixa as salas de aula. Combater a situação através de ações planejadas é um dos grandes desafios à coordenação do Poli para este ano. A principal delas é a criação de um conselho composto por pais, professores e alunos, para visitar as famílias, mesmo as do interior, conhecendo suas realidades e fazendo um acompanhamento destes alunos. Enquanto isso, outra medida está sendo estudada para ser executada junto a empresas, “visto que a maioria dos alunos que abandona os estudos faz isso para aumentar sua carga horária onde trabalha”, esclareceu o diretor. Outros desafios para a escola, conforme contou Marcelo, são as implantações do ensino médio politécnico, que busca aplicar os conceitos de sala de aula no cotidiano, e da avaliação emancipatória. Este método avalia o aluno de modo individual, conforme suas próprias aptidões e necessidades. Além disso, a direção da escola planeja executar vários projetos ao longo do ano. “O Poli está virando uma escola de educação integral”, comentou Bischoff ao relatar as atividades que serão executadas no contraturno escolar, como projetos de leitura. Atualmente o Felipe Marx atende cerca de 850 alunos.

EJA no interior de Taquara: Hermínia Marques

A Escola Hermínia Marques, situada em Taquara, inicia o ano celebrando uma conquista: sua aprovação para realizar o EJA (Educação de Jovens e Adultos). A partir de março a instituição receberá estudantes vindos de várias cidades da região para cursar a modalidade, em um total de aproximadamente 60 pessoas. Fora do curso, a instituição acolhe cerca de 300 alunos nos ensinos fundamental e politécnico. “Somos a única escola da Encosta da Serra situada em uma zona rural que tem ensino politécnico e isso é motivo de alegria para nós. Agora queremos investir em qualidade para que isso reflita, também, nas avaliações”, comentou a diretora Verlane Catarina da Silva. Enquanto o corpo docente busca maior capacitação, os alunos irão se envolver em projetos voltados principalmente à leitura e à conscientização alimentar, através de ações específicas. “Temos um projeto que será coordenado pela vice diretora, onde a alimentação será focada como geradora de qualidade de vida. Além disso, trabalhamos a leitura de um modo dinâmico e individual e depois temos a Feira do Livro e o Sarau”, explicou Verlane. Custeado pelo CPM (Círculo de Pais e Mestres), a escola possui, também, um coral. O Coral Cem Vozes, composto por alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, ensaia semanalmente com um maestro e faz apresentações na comunidade e na própria escola.

Aulas só na próxima semana na Tristão Monteiro

Devido à reforma realizada em sua estrutura, as aulas da Escola Tristão Monteiro, em Taquara, retornarão só em 4 de março. Segundo a diretora Rosangela Maria Fleck Haag, a medida de adiar o início do ano letivo foi tomada para garantir a segurança dos alunos. “Fizemos uma grande reforma, mudamos toda a parte elétrica, colocamos forro nas salas e iremos ter uma área coberta”, destacou. Agora, de casa nova, a escola se prepara para receber cerca de 220 alunos que se dividem entre a educação infantil e até o quinto ano do ensino fundamental. Para eles será montado um calendário de atividades extracurriculares, destacando as que englobam o aniversário de 50 anos da instituição. “Vamos comemorar o cinquentenário da escola com uma série de atividades e homenagens a pessoas que fizeram e fazem parte da Tristão Monteiro. As ações iniciarão em agosto e irão até o ano que vem, quando a escola completar cinco décadas”, explicou a diretora. Em paralelo, a escola desenvolve com seus alunos, no decorrer do ano, projetos relacionados à leitura e à conscientização ambiental

Ciep enfrenta falta de professores

A Escola Estadual Willybaldo Samrsla (Ciep), no bairro Empresa, em Taquara, enfrenta problemas no seu quadro de professores neste início de ano letivo. Ao todo cinco professores de quatro disciplinas desfalcam a equipe, deixando aulas de educação artística, educação física, língua inglesa e português em branco. Segundo a direção, outro problema que preocupa a escola está ligado à infraestrutura. “Nosso prédio tem 19 anos de atividades e nunca passou por reformas. Agora estamos em fase de licitação para a realização das obras de restauração”, contou a diretora, Emmanuelle Cunha da Luz. Mesmo com as adversidades, o corpo diretivo da instituição traça um calendário de atividades a serem desenvolvidas com os alunos, principalmente marcando datas comemorativas, como dia dos pais, o dia da árvore, o aniversário da escola e o dia das mães. Com cerca de mil alunos, a instituição abre suas porta nos finais de semana para receber oficinas de futsal, violão e xadrez.

Breno Ritter trabalha pacto de alfabetização e projetos

A adaptação ao Pacto pela Alfabetização Nacional, que vai englobar as três séries iniciais (bloco pedagógico), está na lista de prioridades da direção da escola Breno Ritter, de Taquara. Além dele, a instituição, que atende cerca de 430 estudantes dos ensinos fundamental e infantil, busca dar continuidade a projetos de qualificação do currículo de seus alunos. A exemplo do Mais Educação, que oferece oficinas de canto coral, taekwondo, teatro, letramento, matemática e dança no turno inverso às aulas. Projetos de leitura, conscientização ambiental, separação do lixo e um novo projeto de valorização do folclore nacional, que será executado no intervalo entre as aulas, também serão desenvolvidos ao longo do ano. “O auxílio dos pais é essencial para conseguirmos alcançar aquilo tudo que estamos projetando para este ano. Contamos com o apoio da comunidade”, concluiu a diretora da instituição, Cristiane da Silva Simões.

Albino reativa seu CPM

Passados mais de 12 anos, a Escola Comendador Albino Souza Cruz, de Rolante, inicia um ano letivo com seu CPM (Conselho de Pais e Mestres) em funcionamento. O grupo, que junto da diretoria estuda políticas para a escola de mais de mil alunos, já está se envolvendo e planejando ações visando a alcançar um dos principais objetivos da instituição em 2013: investir em climatização de ar. Além disso, uma série de atividades move a comunidade escolar ao longo do ano, como a campanha que busca doadores de sangue, a multifeira interdisciplinar, o seminário integrado dos dois primeiros anos do ensino médio e a mostra de artes. Angela Cristina Reinheimer, diretora da escola, que ressaltou outras metas para o ano. “Vamos trabalhar ações para diminuir a evasão, principalmente no período noturno. Além de investir no trabalho em equipe, contando com a união da comunidade, pais e professores, para melhorar a qualidade da educação da nossa escola”, concluiu a diretora.

João Mossmann se adapta ao politécnico

Uma das maiores escolas de Parobé, a João Mossmann inicia 2013 focando na adaptação às novidades do ensino médio. “Estamos passando por uma grande mudança, que vai muito além do nome. Antes o ensino médio dividia-se em matérias individuais, e agora, com o politécnico, trabalhamos por áreas do conhecimento, integrando uma série de conteúdos. Essa mudança rápida exige um novo modo de agir e até uma nova maneira de pensarmos a educação”, explicou o diretor, Marcos de Souza.
Além deste desafio, a escola, que atende cerca de 1,2 mil alunos, dedicará seu tempo ao desenvolvimento de projetos para, segundo a direção, torná-la mais humana. “Nossa escola é muito grande, agora trabalhamos uma proposta pedagógica e queremos que os alunos se integrem em projetos internos, sugerindo ações a serem executadas aqui dentro, para termos uma escola cada vez melhor”, esclareceu Marcos.
Nesse âmbito, os professores também sugerem novas ações e acabam por gerar projetos. Foi o caso de um professor de matemática que, há dois anos, aplicando conceitos da sua disciplina, começou a trabalhar a construção de maquetes em sala de aula. A culminância é o momento em que todas as réplicas são unidas na quadra da escola, formando uma cidade. Outro projeto desenvolvido na escola é voltado para a sustentabilidade. A partir de material reciclado ocorre a customização e criação de roupas e acessórios, que gera assunto a ser debatido em sala de aula e ganha espaço em um desfile escolar.

Em busca do Mais Educação

A Escola 27 de Maio, de Taquara, conhecida por prezar com seus alunos a disciplina e regras no processo de aprendizagem e no relacionamento interpessoal, passa por dificuldades na implantação do programa Mais Educação. Para adotá-lo, a instituição precisa de um novo espaço nas proximidades de suas instalações, uma vez que não há salas disponíveis para as oficinas na escola. “É complicado, pois a escola não tem recursos para alugar um espaço, precisaríamos que ele nos fosse cedido gratuitamente. Mas essa questão será uma luta nossa, afinal, acredito que seja uma boa maneira de tirarmos crianças da rua”, destacou a diretora da escola, Carmem Luiza Wichmann Kaufmann. O projeto oferece oficinas em diversas áreas, como taekwondo, dança, música, leitura, reforço escolar e capoeira – todas no contraturno escolar. Enquanto isso, a escola também busca, conforme contou a diretora, a reforma de ampliação da estrutura prometida pelo governo do Estado no ano passado, e está organizando reuniões para discutir quais as atividades que serão executadas ao longo do ano letivo, sempre priorizando a alfabetização. Em 2013 a escola atenderá cerca de 220 alunos, divididos no ensino infantil, especial e cinco primeiros anos do fundamental.

Educação para mudar realidade

A Escola Nilo Carlito Koetz, de Parobé, quer oferecer condições para que seus alunos vençam as adversidades locais da comunidade. Acreditando na educação como canal de transformação, a instituição se propõe a “melhorar as condições de aprendizagem dos alunos, para que eles tenham uma visão de mundo diferente. A motivação que leva a uma transformação de vida pode começar na escola”, comentou a diretora, Elenita Lyra. A instituição de ensino fundamental que atende cerca de 200 jovens irá trabalhar principalmente dois projetos ao longo do ano, um voltado ao meio ambiente, ressaltando a importância da vegetação, o plantio, a valorização dos recursos naturais, e outro à leitura. O Aprendendo a Ler o Mundo irá abordar o estudo de contos, palestras, atividades recreativas e tem como objetivo despertar o aluno para a escrita e à leitura.

Projeto trabalha leitura com todos

Alunos, professores, equipe administrativa e até os que estiverem envolvidos com atividades de limpeza param um momento num dia por semana para se dedicar exclusivamente à leitura. Assim trabalha o projeto de leitura da escola Promorar, em Igrejinha. “Uma vez por semana, no primeiro período de aula, dedicamos um tempo apenas para a leitura e, então, fazemos uma discussão e atividades relacionadas àquilo que acabamos de ler, aumentando nossa compreensão e memorização do assunto”, explicou a diretora, Franciele Sey. A escola atende cerca de 390 alunos, todos do ensino fundamental, e os envolve em oficinas extraclasses de vários temas, como dança, futsal, pingue-pongue, robótica, percussão e matemática. Além disso, ao longo do ano a responsabilidade ambiental é abordada através de um trabalho executado na própria escola, envolvendo cuidados com canteiros e plantio de árvores. Contudo, a instituição enfrenta a falta de dois professores nas séries iniciais e alguns problemas de infraestrutura, como fiação e pintura, mas que já estão em fase de licitação.

Ano regrado por projetos na Adelino

Três projetos darão ritmo aos trabalhos da Escola Adelina da Cunha, de Parobé, em 2013. Desenvolvidos sob temáticas específicas, cada programa aplicará suas atividades em um trimestre diferente. Segundo a direção da escola, ao longo dos três primeiros meses do ano letivo, o Tempo de Ler o Mundo irá trabalhar com os alunos a capacidade de interpretação relacionada ao executar o ato da leitura, exercitando a capacidade de assimilar ideias. Ao longo do segundo semestre, o tema abordado será Princesas, Guerreiros e Sexualidade, que irá, dentre outras atividades, trazer médicos, especialistas e convidados especiais para realizarem palestras com os alunos. Finalizando as atividades, o Nosso Olhar Sobre o Mundo, projeto a ser desenvolvido durante o terceiro trimestre, irá tratar de diversos assuntos, estabelecendo novas ópticas sobre o mundo que cerca os estudantes. Em paralelo, a escola desenvolve os sábados letivos, totalizando 10 dias de atividade ao longo do ano. Em cada oportunidade será trabalhado um tema diferente e de relevância no calendário, como, por exemplo, o dia das mães, a semana farroupilha e, em agosto, uma confraternização que levará pais e filhos para dentro da escola.  “Nosso compromisso maior é com os alunos e seu aprendizado”, concluiu Cinara da Silva, vice diretora do turno da manhã.

Figueiras busca qualidade de vida

Criar um espaço de ensino agradável aos alunos para refletir em qualidade de vida, de educação e em avaliações é o principal desafio do ano à Escola Figueiras, em Igrejinha. “Esperamos que todos juntos assumam o desafio de construir uma escola de qualidade”, comentou a diretora, Nilza Monteiro Raymundo.  Segundo a direção, a escola, que atende aproximadamente 300 alunos do ensino fundamental, tem como principal desafio a busca pelo sucesso de todos e a “coerência entre o dizer e o fazer. Queremos um espaço agradável, com um bom processo de ensino e resultados positivos”, disse a diretora. Dentre os assuntos dos projetos a serem desenvolvidos nas salas de aula ao longo do ano letivo, destacam-se a solidariedade e a consciência social, trabalhando o preconceito racial, a importância dos recursos naturais e do meio ambiente, a defesa da vida e, por fim, apresentado seus trabalhos a toda comunidade escolar. A escola inicia o ano com falta de professores nas disciplinas de inglês, português e educação física.

Pais se engajam em reciclagem

Na escola Professor Augusto Roennau, em Três Coroas, os pais estão engajados em um projeto ambiental ao lado dos alunos.  Através desta iniciativa eles estão transformando materiais que seriam descartados em recursos utilizados para a própria escola. “Para conseguirmos o material, pegamos o que é produzido na escola e trazemos coisa de fora semanalmente, e, uma vez ao ano, fazemos uso de uma gincana para isso. Recolhemos plástico, papel, latas, vidro e papelão, separamos tudo, vendemos e depois utilizamos esse dinheiro na compra de necessidades da escola, como material para prática de esportes e jogos de mesa e tabuleiro”, explicou a diretora da escola, Angela Rosane Duarte. Em contrapartida, a escola, que atende aproximadamente 200 alunos do ensino fundamental, enfrenta problemas de falta de pessoal. “Faltam professores e funcionários da limpeza e cozinha. Com isso, temos que deslocar pessoal de outras funções para preencher essa necessidade. E o pior é que não temos datas de quando o problema será sanado. Estamos sendo prejudicados pela burocracia”, disse a diretora.

Turmas lotadas na João Alfredo

Seguindo determinações da Coordenadoria Regional de Educação (CRE), a Escola João Alfredo, de Riozinho, não pode abrir turmas com um número baixo de alunos. “Essa ordem foi ruim para nós, pois acabamos tendo que formar um número pequeno de turmas, com uma quantia maior de alunos em cada uma delas, fato que pode acabar prejudicando o aprendizado de alguns”, comentou a diretora, Angelita Geib. Ao todo, a escola atende aproximadamente 410 alunos do ensino fundamental. Outro desafio para a escola, segundo a direção, é combater a evasão e a repetência. Para isso medidas já vêm sendo tomadas desde o ano passado, como o acompanhamento de perto de famílias, e outras estão sendo estudadas, como a organização de uma turma de reforço escolar no contraturno. No decorrer do ano os alunos se envolvem em uma série de atividades, principalmente em alusão a datas comemorativas, como a semana da pátria, aniversário do município e dia dos pais.

Adversidades na 19 de Abril

Situada no interior de Rolante e modesta em número de alunos, com cerca de 60 matriculados, a Escola 19 de Abril está enfrentando dificuldades neste início de ano letivo. Devido à falta de pessoal, foi montada uma turma multiseriada, o que “é ruim, pois acaba sobrecarregando o professor e, por vezes, o atendimento aos alunos fica comprometido”, comentou a diretora da escola, Márcia Eloísa Dall’Aqua. Além disso, a escola conta só com uma pessoa para exercer todas as funções de cozinha e limpeza, dificuldade que será sanada assim que sair o resultado do último concurso. Também na fila de espera, está a construção do refeitório. O capital para a obra foi conquistado através da Consulta Popular em 2012 e agora a escola aguarda um pronunciamento oficial do governo do Estado quanto aos repasses e início das atividades de execução. Apesar dos contratempos, a 19 de Maio se mantém orgulhosa dos resultados que alcança, bem como dos bons níveis de aprovação e dos projetos que são desenvolvidos na escola. Dentre eles, destacam-se o Sorrindo para o Futuro, trabalhado em parceria com o posto de saúde, o projeto da Horta Escolar, que envolve pais e alunos, e o novo projeto de leitura, que resulta na criação de um livro pelos próprios estudantes, incluindo os textos e gravuras.

Frei Miguelino quer melhorar índices

Único educandário de Rolante que oferece ensino fundamental à noite, a escola Frei Miguelino inicia seu ano letivo com o desejo de diminuir o índice de reprovação e aumentar suas notas em avaliações como o Ideb. A escola também dispõe do EJA (Educação de Jovens e Adultos), que voltou a ser como era antes de 2012. Agora, em seis meses os alunos concluem uma série inteira. Mas nem tudo é novidade. A instituição enfrenta problemas relacionados à segurança desde o ano passado. “Precisamos de alguém para ajudar na segurança da escola e, como o governo do Estado não fornece uma pessoa para isso, nós vamos buscar uma alternativa junto à Prefeitura”, comentou a diretora da escola, Arlete Rosane da Rosa, sobre a audiência que a instituição tem marcada para o dia 11 de março. A escola atende aproximadamente 290 alunos no ensino fundamental e 80 no EJA.

Na busca por apoio de entidades

Em função do transporte escolar ser fornecido também para a rede municipal de ensino, as aulas no Colégio Doze de Maio já retornaram no dia 20, respeitando o calendário de Três Coroas. Agora, segundo a direção, a escola pretende firmar uma parceria com a comunidade escolar e com diversas entidades para desenvolver projetos aos alunos e elevar os índices em avaliações. A escola já estuda uma parceria com a Brigada Militar para desenvolver o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) em suas instalações. A instituição também procura um grupo de escoteiros para desenvolver atividades educativas e socioambientais junto dos alunos. Visando a arrecadar fundos para essas e outras ações, a direção da também está planejando medidas como a organização de rifas e outras promoções. A escola atende cerca de 850 alunos do ensino fundamental e médio.

Olívia Lahm Hirt irá inaugurar reforma

O Instituto Estadual de Educação Olívia Lahm Hirt, a maior escola de Igrejinha em número de alunos, com aproximadamente 1,2 mil matriculados, prevê a inauguração da reforma feita em sua estrutura para ocorrer no início de abril, junto das atividades de seu aniversário de 74 anos. Em obras por sete meses ao longo de 2012, as melhorias contemplam a instalação de condicionadores de ar, a colocação de forro novo em todas as salas, a criação de um projeto de luz e o emprego de um transformador de energia exclusivo para a escola. A comunidade escolar se engaja em atividades artísticas e de responsabilidade social na região, como o Canto da Colmeia, o Sarau Literário organizado na própria escola e a gincana 24 Horas. Merece destaque, também, o Jogo da Solidariedade, partida de futebol disputada entre o Olívia e o Berthalina Kirsch, as duas maiores escolas da cidade, que arrecada alimentos e depois os repassa ao Lar Padilha e ao Lar Moreira. Iniciando um ano composto por diversas atividades, “o Instituto Olívia espera contar novamente com o apoio de toda a comunidade”, comentou a diretora Claudete Medeiros.

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