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Publicado em 05/02/2018 14:51 Off

Não sei se dá para chamar de Epopeia, mas que foi um grande feito, ah, isso foi. Era a festa do cinquentenário do Sport Club Taquarense, no domingo posterior ao seu aniversário (30/11/1961), já que a data não coincidia com o domingo. Foi uma grande festa, com direito à camisa especial com listras vermelhas e brancas verticais e com um louro alusivo à data bordado acima do tradicional distintivo. Com direito, também, à transmissão da nossa honrada Rádio Taquara, nessa altura entrando na adolescência (com 11 anos, justo a minha idade […1950!]). Nosso querido e glorioso Taquarense (o Leão da Encosta da Serra) foi fundado em 30 de novembro de 1911. Eu, recém havia feito 11 anos (17/11).

Nesse dia o Taquarense recebeu o meu time do coração, o Sport Club Internacional de P. Alegre (que estreava no time, Sérgio Lopes, o Fita Métrica, devido ao seus passes milimétricos), para não deixar passar em branco a data festiva; o placar, para delírio da torcida taquarense, foi 4 a 3 para o nosso “Leão” – não lembro a ordem dos gols nem seus autores, só sei que o Inter tinha um “Alemão Endiabrado” com o apelido de Sapiranga, que era ponteiro direito, e era, lógico, dessa cidade, e que foi marcado pelo Jogador Paneco (lateral esquerdo). O Paneco, que era um jogador bastante vigoroso, deu uma “chegada” no Sapiranga que o deixou estirado contra o alambrado; o alemão endiabrado, por sua vez, certamente irritado, mais tarde esperou a oportunidade e deu o “troco”, só que foi em cima do nosso goleiro, o Décio, que, lesionado, não tinha substituto (o reserva, Álvaro Pedroso, em atitude quase infantil, havia ido à matiné do cinema com a namorada). Sem opção, o nosso treinador, Pedrinho Figueiró (também craque do time, e mais tarde, treinador do próprio Inter), apelou para o goleiro do E.C.Parobé, que havia feito a preliminar – num fato que entrou para a história de Taquara, incidente este, que não interferiu no marcador. O nosso time era uma máquina (um timaço), composto por: Décio, Paulinho, Eloir(o Chulé), Belmonte e Paneco; Celedo, Luciano Capovilla e Pedrinho; Renê, Odir, Ícaro e Odom (esse, também endiabrado, e grande driblador).

Para se ter uma ideia do time, nós metemos 5 a 0 no Zequinha em pleno Passo D’Areia e um 4 a 1 no Floriano/NH e, em um jogo memorável, porque era decisivo na Chave Encosta da Serra, 3 a 0 no Flamengo de Caxias, digo memorável porque o Flamengo trouxe à Taquara uma enorme torcida, com direito a um tipo de reco-reco chatíssimo, que se fosse anos depois (2010) rivalizaria com as vuvuzelas sul-africanas, lembram? Lembro que ganhei um desses de um torcedor caxiense e brinquei por diversos dias com ele, enchendo o saco da vizinhança próximo de casa. Nosso time, como campeão da Chave Regional, foi disputar o Torneio da Morte, no Estádio Olímpico do Grêmio, juntamente com outros representantes regionais e, por detalhes (em cobrança de pênaltis), não entrou para a Divisão Especial do Gauchão. Ainda nesse dia, me aconteceu um fato que não esqueço jamais, mas, isso é papo para outra oportunidade, devido a falta de espaço. Em breve contarei aqui neste espaço, aguardem!

Rui Fischer,
aposentado de Taquara

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