As obras de ampliação do Hospital São Francisco de Assis (HSFA) iniciaram no dia 16 deste mês e devem levar ao menos dois anos para estarem concluídas. Um ato oficial, na manhã de ontem, com a presença da coordenadora da 1ª Região da Saúde do Estado, Maria Luiza Moraes, e autoridades municipais, marcou o começo dos trabalhos. A unidade hospitalar, depois de finalizada a construção, será uma das maiores do interior do estado.
Serão seis pavimentos em 6.168 metros quadrados de área construída nos fundos dos 3.400 já existentes. O São Francisco conta, atualmente, com 99 leitos ativos, mas, a partir da nova edificação, a capacidade chegará a 161. O diretor-adjunto do hospital, Siris Marcos Bressan, revela que a ampliação contemplará quatro salas cirúrgicas, quatro de pré-parto, dez leitos de UTI adulta e 15 de Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN). O investimento será de R$ 6,5 milhões, repassados através do Estado.
O hospital realiza aproximadamente 105 partos ao mês, atendendo a diversos municípios da região. A estrutura que está sendo erguida oferecerá um Centro Obstétrico com quatro quartos PPP (pré-parto; parto; pós-parto). Siris lembra que isto garantirá às gestantes um parto mais seguro e humanizado. O diretor-adjunto também lembra que o projeto é o resultado de um estudo minucioso, buscando espaços seguros, eficazes, de fácil manutenção, sustentáveis e estéticos.
Processo licitatório retardou início das obras
Os R$ 6,5 milhões repassados através do Governo do Estado para a realização das obras foram liberados em 2014, com apresentação e aprovação do projeto arquitetônico básico encaminhado à Secretaria Estadual da Saúde, como recorda o diretor-adjunto do São Francisco, Siris Marcos Bressan. Um ano antes, a administração hospitalar formalizou a carta de intenção para ampliação. Até março de 2015, Siris lembra que foram realizados os projetos complementares. A primeira chamada para licitação ocorreu em maio daquele ano, mas as quatro empresas concorrentes foram impugnadas. Outro processo foi aberto em janeiro de 2016, mas a perdedora recorreu. A decisão saiu favorável no dia dez de agosto para a Construtora Fagundes, que havia ganho a concorrência, e iniciou os trabalhos no dia 15.


