Perfil

VANDERLEI LUIS COLLET

36 anos, natural de Taquara. Casado com Simone de Mattos, pai de Kauane (16) e Erik (4). É conselheiro tutelar em Taquara.

Conte sobre sua história. Cresci na localidade de Morro Alto. Desde cedo, estive bastante dedicado ao trabalho, inicialmente auxiliando nas tarefas do meu pai. Aos 14 anos, comecei a trabalhar na fábrica da Bibi, emprego que mantive por 16 anos. Tive meu primeiro filho bem jovem e me mudei para Padilha acompanhado da esposa.

Comente sua passagem profissional pelo Lar Padilha. Depois de muitos anos trabalhando em fábrica de calçados, senti a necessidade de mudar de ambiente e tentar algo novo. Foi quando surgiu a oportunidade de emprego no Lar Padilha. Passei por um período de teste e fiquei encantado pelo trabalho. Voltei a me sentir motivado! Retomei os estudos, me interessei por cursos que ajudassem a desempenhar melhor minha função: orientação e cuidado de crianças e adolescentes. Atuei como educador social durante cinco anos. É uma atividade muito gratificante; sempre me dei bem com “os mais difíceis”, tinha habilidade para engajá-los em atividades e encaminhar para a melhora de comportamento. Fui amigo, pai, professor… Cultivo essa relação até hoje. Fico muito feliz com os reencontros, não tem preço receber o carinho de uma criança.

Como se deu a decisão de concorrer ao Conselho Tutelar? O incentivo surgiu a partir da sugestão de um amigo. Foi o Fernandes Vieira dos Santos, diretor do Lar Padilha, quem me falou sobre a atividade de conselheiro tutelar. Ele disse que enxergava em mim o perfil para esse trabalho. Descartei a ideia, pois não me imaginava concorrendo em uma eleição. Mas a conversa ficou no meu pensamento. Acabei realizando a inscrição para o curso preparatório e, quando percebi, já estava completamente envolvido. Foi um período difícil, perdi minha mãe que lutava contra o câncer. Decidi que transformaria o sofrimento em estímulo para seguir. Fui aprovado na prova e depois eleito. Fico emocionado por receber a confiança de tantas pessoas que votaram. Acredito no mérito do meu trabalho e do que sou em família.

Como você se define: Sou um cara de bem com a vida, amigo, batalhador. E otimista!

O que gosta de fazer no tempo livre: Conversar com amigos. Gosto de jogar futebol ou simplesmente “bater papo” no campo.

O que gosta de ouvir: Legião Urbana

Comida preferida: Churrasco ou carne de panela acompanhada de feijão com arroz e aipim.

Um lugar: O interior de Taquara! E os cânions, em Cambará do Sul.

O que lhe tira do sério: Negatividade de pessoas que preferem achar desculpas a soluções.

Deixe uma mensagem para os leitores do Jornal Panorama. Que as pessoas atentem para a importância de valorizar as crianças e o adolescente: eles são o futuro.