
Sessão da Câmara
A Câmara de Vereadores de Taquara realizou, nesta terça-feira (28), a sua reunião semanal. Confira, abaixo, um resumo das falas dos parlamentares.
Everton Rosa (PP) ressaltou a importância do diálogo entre a população e o Legislativo, informando que o Executivo Municipal se comprometeu a revisar as mudanças implementadas na Estratégia de Saúde da Família (ESF). Destacou que os vereadores levaram ao prefeito interino e à secretária da Saúde todas as reclamações recebidas sobre a retirada de especialidades médicas dos postos. Afirmou que o Executivo avaliará cada caso individualmente para minimizar impactos negativos.
Adalberto Soares (PP) destacou a importância da humanização no atendimento em saúde e reconheceu falhas na comunicação das mudanças feitas pela Secretaria. Afirmou que a reestruturação exigirá ajustes e pediu paciência à comunidade. Anunciou sua saída da Câmara para assumir a Secretaria de Assistência Social, afirmando que pretende aproximar os serviços da população mais vulnerável e trabalhar para reduzir a dependência de benefícios assistenciais, incentivando a inserção no mercado de trabalho.
Fabiana Reinaldo (Republicanos) demonstrou preocupação com a retirada de pediatras e obstetras dos postos de saúde, alertando para o impacto negativo na qualidade do atendimento às crianças e gestantes. Reforçou que a mudança não foi devidamente comunicada à população, o que gerou indignação e incerteza. Sugeriu que os vereadores e a população organizem uma audiência pública para debater o tema e cobrou do Executivo um posicionamento mais claro sobre as adequações que serão feitas.
Carmen Fontoura (PSB) destacou o trabalho da Secretaria de Obras na melhoria da infraestrutura da cidade, mas alertou que ainda há demandas urgentes, especialmente na manutenção de vias. Parabenizou a população que compareceu à sessão para reivindicar melhorias na saúde e reforçou que o papel dos vereadores é garantir que os serviços públicos atendam as necessidades da comunidade. Destacou a importância da transparência e da comunicação entre a Secretaria de Saúde e os usuários do sistema.
Lissandro Neni (MDB) criticou duramente a retirada de especialidades médicas dos postos de saúde, classificando a mudança como um retrocesso. Afirmou que a população mais carente será a mais prejudicada, especialmente moradores do interior e bairros afastados, que enfrentam dificuldades para se deslocar ao centro da cidade. Defendeu que o município deve investir para manter pediatras, psiquiatras e ginecologistas nos bairros e cobrou ajustes urgentes para evitar prejuízos à população.
Gustavo Luz (PP) reconheceu a necessidade de otimização do sistema de saúde, mas alertou que qualquer mudança deve ser acompanhada de uma estratégia eficiente para garantir a qualidade do atendimento. Destacou que outros municípios adotaram modelos similares com sucesso, mas que é fundamental avaliar se a realidade de Taquara comporta essas alterações. Defendeu a profissionalização do serviço público e criticou nomeações políticas que podem comprometer a eficiência dos serviços.
Magali Silva (União) questionou a justificativa do Executivo para as mudanças na saúde e acusou a gestão municipal de buscar apenas economia de recursos, sem considerar os impactos sociais. Afirmou que outros municípios conseguiram manter especialistas nas UBSs e cobrou que Taquara faça o mesmo. Disse que já alertava sobre os riscos da mudança desde as primeiras sessões do ano e reafirmou o pedido de uma audiência pública para discutir a viabilidade de reverter as alterações implementadas.
Beto Lemos (PSB) destacou pedidos da população referentes à infraestrutura e segurança pública, informando que algumas demandas já foram encaminhadas ao Executivo. Em relação à saúde, garantiu que acompanhará a adequação das mudanças e exigirá que nenhum cidadão fique desassistido. Informou que a Secretaria de Saúde se comprometeu a criar um canal direto para que a população registre reclamações sobre falhas no atendimento e pediu que os cidadãos utilizem esse meio para fortalecer a fiscalização.
Júnior Eltz (PDT) manifestou preocupação com a falta de infraestrutura no interior do município, destacando a precariedade das estradas e a ausência de iluminação pública em diversas localidades. Cobrou do governo estadual providências para melhorar a ERS-020, alertando que a via se encontra em condições perigosas. Em relação à saúde, afirmou que as mudanças penalizam a população rural, que tem dificuldade de locomoção, e sugeriu a criação de um sistema de transporte específico para levar pacientes das comunidades mais afastadas até o complexo de saúde.
Mônica Facio (PT) sugeriu que a equipe de especialidades médicas seja itinerante, atendendo diretamente nos bairros e regiões mais distantes, para evitar que a população fique sem acesso a serviços essenciais. Destacou a necessidade de um planejamento mais cuidadoso antes da implementação de mudanças que impactam a vida da população. Anunciou a criação da Frente Parlamentar pelo Fim da Violência contra Mulheres, Meninas e Idosas e enfatizou a necessidade de políticas públicas eficazes para combater a violência de gênero.
Jaimara Ribeiro (PL) afirmou que acompanha a reformulação da saúde desde dezembro e que já alertava sobre a necessidade de uma comunicação mais clara por parte da Secretaria. Informou que moradores do bairro Empresa estão organizando um abaixo-assinado para reivindicar a manutenção de especialidades médicas na UBS local e que levará o documento ao Executivo. Destacou que algumas adequações já foram anunciadas, mas reforçou a necessidade de continuar cobrando para garantir um atendimento eficaz.
Dodô Mello (Republicanos) criticou a maneira como as mudanças na saúde foram implementadas, alegando que a falta de diálogo com a comunidade prejudicou a aceitação do novo modelo. Afirmou que, quando era secretário da Saúde, sempre priorizou a escuta da população antes de qualquer decisão. Sugeriu que a secretária atual visite os bairros para entender as dificuldades enfrentadas pelos moradores e defendeu que a gestão municipal reveja a decisão de retirar especialistas das UBSs.
Telmo Vieira (PP), presidente da Câmara, destacou que a prioridade do Legislativo é garantir serviços públicos de qualidade e reforçou que todas as mudanças na saúde serão acompanhadas de perto. Cobrou do governo estadual melhorias na ERS-239 e na segurança pública do interior do município, ressaltando que infraestrutura e segurança também são fatores essenciais para a qualidade de vida. Afirmou que a Câmara está aberta para dialogar com a população e buscar soluções junto ao Executivo.


