Caixa Postal 59
Esta postagem foi publicada em 16 de setembro de 2011 e está arquivada em Caixa Postal 59.

Velozes e furiosos

O Trânsito é uma disputa por espaço físico e tempo, a qual gera um comportamento egocêntrico, buscando um prazer momentâneo, um desejo de ser melhor, o que, muitas vezes, acarreta em imprudência.
O ser humano possui necessidades fisiológicas, psicológicas e socioculturais. Quando percebe que o equilíbrio entre as mesmas está ameaçado, reage. Em decorrência, não existe respeito ao próximo, uma vez que este se torna individualista. O trânsito é apenas um bode expiatório para a descarga de tensão dos condutores. A vida corrida, a pressão de compromissos marcados, o trânsito lento são fatores que colaboram para a impaciência e leva o indivíduo a um comportamento agressivo – ferir física ou verbalmente – que nem sempre é consciente, mas que reflete em momentos de estresse.
Igualmente ao anel de Gíges de Platão o qual proporciona invisibilidade, o veículo capacita as pessoas da mesma forma. Concomitante a isso, as leis brasileiras não punem o infrator rigorosamente, levando os condutores a julgarem possibilidades de cometer injustiças e então tirando proveito destas. O cansaço, os problemas pessoais e as influências também ajudam a gerar imprudências em um local que deveria servir para facilitar, mas que, do contrário, é a prova imediata de que a falta de educação gera subdesenvolvimento e que este pode levar à morte. Não existe falta de educação no trânsito, uma vez que o respeito provém – ou deveria provir – de todos os indivíduos. O Código de Trânsito Brasileiro afirma que o ensino do mesmo deveria ser obrigatório do mesmo modo que conceitos como cidadão, cidadania e ética precisam ser trabalhados mais arduamente, pois é fato que, com mais educação, haverá menos transgressão.
Milena Mattes Cerveira
Estudante do 3º ano – Dorothea Schäfke
(Texto escrito para o concurso redAÇÃO ZH e selecionado para a segunda fase)

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