Vera Regina Silva Souza, 36 anos, natural de Porto Alegre. Formada em Pedagogia, Teatro, Libras e especializada em crianças e adolescentes em vulnerabilidade social. Casada com Ramiro Guilhen (45), é mãe de Sérgio (17), Pablo (15) e Maria Eduarda (9).
Conte sobre sua trajetória profissional:
Vim para Taquara com 13 anos e estudei no Iacs como residente, onde me formei em Magistério. Prestei serviços para o município no Centro de Atendimento da Criança e Adolescente. Cheguei a atuar como voluntária no Albergue prestando assessoria às famílias que lá chegavam. Também coordeno os projetos: Prevenção e Saúde nas Escolas e Antes de Eu Nascer, que acompanha jovens para prevenir a gravidez na adolescência.
Qual sua impressão de Taquara?
Já me considero taquarense. Taquara incentiva à cultura, o que é muito positivo. A biblioteca Amigos do Livro é um exemplo. Lá, fui a primeira professora a dar aulas de teatro. Outro exemplo é a Academia Lítero-Cultural Taquarense da qual faço parte. As pessoas deveriam acreditar mais em Taquara, se nós não acreditarmos, quem irá? Não adianta ficar criticando e não apontar soluções.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou otimista e também muito crítica.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Gosto muito de curtir meus filhos e seus amigos. Também tenho como hobby o teatro e sou bastante tradicionalista. Ajudei a organizar oficinas no primeiro Acampamento Farroupilha.
Como conheceu seu esposo e o que mais admira nele?
Conheci o Ramiro através de uma amiga em comum. Ele é muito intelectual e gosta muito de ler, além de se preocupar com questões sociais. Mesmo sendo paulista, ele é apaixonado pela tradição gaúcha.
Qual a importância da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras)?
Hoje se fala muito em inclusão social. Inclusão e inserção são coisas diferentes. A linguagem de sinais é uma forma de conhecer e diminuir a diferença entre as pessoas. Todos nós temos deficiências de formas variadas.
O que a levou a optar por esta profissão?
Tive uma infância difícil e sofrida. Sempre sonhei um dia em poder retribuir as oportunidades que tive. Há oportunidades para todos, mas temos que lutar por elas.
O que a tira do sério?
A falta de caráter das pessoas que hoje vivem em função de si próprias, e dão mais importância ao status social.
Planos para o futuro?
Planejo continuar a divulgação das tradições gaúchas. Apesar de termos uma tradição rica, não somos os únicos. Não podemos nos achar melhor do que os outros.
Estilo musical: Sou eclética. Gosto de tudo, exceto músicas que retratam as mulheres como objeto sexual.
Prato predileto: Feijão com arroz. Gosto de coisas simples e bem feitas.
Uma mania: Organização. Gosto de ver as coisas em seu lugar.
Uma qualidade: Estou sempre alegre e de bem com a vida.
Um lugar: Gosto dos parques e das praças de Taquara.
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Deveríamos deixar de ser prepotentes e acreditar na individualidade de cada um como cidadão. E acima de tudo, colocar Deus como prioridade.


