O Hospital Bom Jesus, de Taquara, volta a ser motivo de reclamações. O vereador Levi Metanoya (PTB) divulgou um ofício enviado à direção administrativa da casa de saúde relatando problemas de atendimento. Diz que contatos telefônicos ou por mensagens de celular têm sido ineficientes e, por isso, decidiu por encaminhar o documento. Acrescenta que os relatos chegam até ele na condição de vereador e, ainda, como presidente da Comissão de Saúde do Legislativo.
No ofício, Levi menciona a situação de um paciente diabético e com outros agravantes que furou o pé com um prego enferrujado. Segundo o vereador, o paciente estaria há dias com o pé necrosado e sem a resolutividade adequada e os familiares sem informações.
Outro caso relatado é de um paciente que, durante o trabalho como motorista, machucou o crânio e, após ir três vezes ao hospital, teria sido mandado para casa com receita de analgésicos, até que foi internado, estando há 10 dias em um leito. Segundo o vereador, os familiares não têm obtido informações e, somente na sexta-feira (8), Levi recebeu a informação de que um neurologista foi encaminhado para avaliar o paciente.
O terceiro caso é de uma paciente da oncologia que, segundo o vereador, precisava de documento do Hospital Bom Jesus para ser internada na Santa Casa, em Porto Alegre, e tal documentação teria sido negada, uma vez que havia uma consulta agendada no sistema para esta segunda-feira, dia 11. O vereador cita como agravante, neste caso, é de que o único oncologista da empresa que presta serviços nesta área teria se desligado definitivamente e não atenderia na segunda-feira.
O documento do vereador foi encaminhado com cópia à reportagem do Jornal Panorama e a outros órgãos de imprensa. Também houve cópia ao gabinete do prefeito Tito Lívio Jaeger Filho, da titular da 1ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Maria Luiza Soares Moraes, do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Conselho Municipal de Saúde de Taquara.


