Dois vereadores de Parobé, Diego Picucha e Antônio Carlos dos Santos, ambos do PDT, encontraram medicamentos vencidos em uma sala da Secretaria Municipal de Saúde. O fato aconteceu na manhã desta segunda-feira e chegou a culminar no registro de um boletim de ocorrência na Polícia Civil, que apurará as circunstâncias. A Prefeitura de Parobé negou irregularidades no caso.
O vereador Picucha disse ao Jornal Panorama que foi acionado, por meio de uma denúncia anônima, dando conta de que havia medicamentos vencidos na Secretaria. Ele foi até o prédio do setor, e encontrou, em um corredor, uma caixa contendo alguns medicamentos com data de validade expirada. Depois, em uma pequena sala, que estava com a porta aberta, Picucha diz ter localizado, junto com seu colega, mais caixas de medicamentos também vencidos.
O vereador disse uma funcionária da Secretaria de Saúde chegou a afirmar que os medicamentos das caixas no corredor teriam sido doação da população, mas não soube dizer se esta seria a mesma condição dos remédios encontrados na sala. Ainda segundo Picucha, depois de quase uma hora, a secretária de Saúde, Rosa Leães, chegou ao local, acompanhada do procurador da Prefeitura, Gilmar Mello. Na ocasião, segundo o vereador, a secretária teria dito que a situação seria normal em todos os municípios e, sobre os relatórios solicitados pelo vereador, o orientou a pedir formalmente via Câmara. A Brigada Militar foi acionada e levou os responsáveis até a Delegacia de Polícia, onde foi efetuado em registro de ocorrêcnia que será apurado pela Polícia Civil.
A secretária de Saúde de Parobé não atendeu os telefonemas do Panorama na tarde desta segunda-feira. O procurador da Prefeitura, Gilmar Mello, disse que o descarte de medicamentos é regulado por lei e o recolhimento dos remédios vencidos é feito por uma empresa contratada. Segundo o advogado, os medicamentos que estavam na sala aguardavam o recolhimento por parte desta empresa, em um procedimento normal da Secretaria de Saúde, que não evidencia qualquer falha nos controles da dispensação ou de pedido das drogas. Segundo Mello, a Polícia Civil oficará à Câmara de Vereadores e à Prefeitura, que prestará os esclarecimentos necessários.
O advogado da Prefeitura disse que os vereadores não tinham autorização para o acesso à sala, que, segundo ele, é pequena. "Mesmo que estava aberta, os vereadores não podem estar entrando em ambientes internos, restritos a funcionários", disse Mello. Para o procurador, a denúncia é política, em face das eleições deste ano. "Estamos prontos, pois agora irá aflorar este tipo de situação", afirmou.


