
Desde terça-feira (26), o ginásio do SESI recebe a VIII Feira de Iniciação Científica de Parobé (FEICIPA). A mostra se estende até esta quinta-feira (28), com trabalhos de estudantes de 39 escolas municipais e estaduais.
Os 194 projetos expostos foram pensados e produzidos por alunos de diferentes idades. Segundo a organização, nesta quarta-feira (27), os estandes devem receber os avaliadores da mostra.
Além das pesquisas, o espaço recebe trabalhos, desenhos e fotos dos alunos. Toda a comunidade pode comparecer para aprender com os pequenos e grandes “cientistas”.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Idalino Pedro da Silva foi uma das instituições representadas. Em conversa com a Rádio Taquara, os estudantes compartilharam sobre o conhecimento que conquistaram ao longo das pesquisas.
Um trio de pequenos explica o trabalho Reclamar, dói o cérebro?, vestidos de cientistas. “Um dia eu estava na sala e reclamei de uma atividade. A prof. disse: ‘Não reclame! Sabia que reclamar dói o cérebro?’. Esse é o problema do nosso projeto“, conta Lunna Celeste, de apenas 6 anos.
O que surgiu como uma dúvida durante a aula, resultou em muito conhecimento e pesquisa. “Nós vimos vídeos, lemos e também fizemos atividades para olhar como ele [o cérebro] funciona“, diz o menino Lucas Bolanos, de 7 anos. Segundo ele, a pesquisa contou com a ajuda dos pais e familiares.
De acordo com Cecília Riffel, também de 7 anos, o trabalho resultou em um “monte” de conhecimento. “O cérebro é tipo um chefe que comanda todo o nosso corpo“, explica.

Outro grupo decidiu fazer uma “viagem espacial” e responder a pergunta: por que os planetas não se batem?. Thomas Karpinski Bresolin, de 9 anos, logo responde: “Por causa da força centrífuga e da força da gravidade“. Lavína Rosenthal, de 8 anos, em conversa, decidiu explicar quais eram os objetivos da pesquisa. Um deles era estudar os conceitos de órbita, utilizando diferentes ferramentas de pesquisa.
Segundo os estudantes do Universo, a dúvida foi respondida. Os planetas não se chocam por causa da gravidade do Sol e da força centrífuga. “Essa descoberta nos motivou a continuar explorando o tema“, comenta Murilo Feltes, também de 9 anos.
Para a professora dos “astronautas”, a pesquisa foi essencial para fomentar a busca pelo conhecimento. “A gente usou Atlas, acesso à internet e fomos pesquisando“, comenta Josiane Karpinski.

O ginásio está cheio de alunos, professores e conhecimento. Este é compartilhado com quem tiver disponibilidade de parar e aprender o que os pesquisadores júniors têm a dizer.


