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Vulcabras/Azaleia anuncia investimento de R$ 100 milhões em unidades fabris e no centro de desenvolvimento

O investimento será no parque fabril de todas as filiais e no centro de desenvolvimento localizado em Parobé

A Vulcabras/Azaleia possui cinco unidades no Brasil, sendo três unidades produtivas (Ceará, Bahia e Sergipe), um centro de desenvolvimento, em Parobé, no Rio Grande do Sul e um centro administrativo em São Paulo. Estão divididas em complexos industriais que englobam matrizarias, unidades de produção de componentes e produtos finais.

Pedro Bartelle, presidente da empresa Imagem: André Ávila

Segundo o presidente da companhia, Pedro Bartelle, como resultado obtido nos primeiros nove meses de 2017, a empresa teve lucro líquido de R$ 143,5 milhões, ou seja, um crescimento de 549,32% no comparativo a igual período em 2016, quando encerrou 2016 com resultado de R$ 35,69 milhões. Os dados foram obtidos através de entrevista concedida pelo presidente da companhia ao site Exclusivo.

Conforme a entrevista, a marca esportiva Olympikus segue como carro-chefe e líder no mercado brasileiro. O projeto da empresa para 2018 é potencializar a Azaleia, adormecida desde que a Vulcabras assumiu a fabricante. Isso só será possível porque a companhia fez IPO (é quando uma empresa vende ações para o público pela primeira vez), em outubro, e migrou ao Novo Mercado. Com a capitalização por conta da oferta das ações, a companhia irá investir R$ 100 milhões na modernização do parque fabril e do centro de desenvolvimento em Parobé.

Bartelle afirmou, em entrevista ao site Exclusivo, que a empresa sempre colocou uma energia muito maior na Olympikus. “A marca sempre foi protagonista, rentável, com negócio redondo. Nós somos muito bons nisso, mas agora vamos desviar a atenção para fazer isso com o feminino”, acrescentou o presidente. Até o momento, a etiqueta esportiva Olympikus representa 80% do total de faturamento do negócio, enquanto a Azaleia está em 15%.

Há dois anos, foi criada uma unidade autônoma, em Parobé, com profissionais especializados no segmento e capacidade para lançar oito coleções ao ano. “A Azaleia não se modernizou. Neste momento, estamos reposicionando, para uma marca mais modal, com maior valor agregado. Nossa estratégia não é vender milhões e milhões de pares”, afirmou o presidente em sua entrevista.