Perfil

WESLEY ARAÚJO

19 anos, natural de Taquara. Atua como cabeleireiro e maquiador no Tchê Arruma. É cantor e ator, protagonista do espetáculo Korvatunturi.

Conte um pouco sobre a sua história: Nasci em Taquara e cresci no bairro Santa Teresinha. Eu e minha família sempre moramos na mesma rua – mudamos de casa quatro vezes, mas nunca saímos de lá! Estudei na escola Dirceu Marílio Martins, do pré ao ensino médio. Tenho amigos que foram meus colegas durante toda a vida escolar! Aos 12 anos, comecei a tocar violão. O interesse surgiu a partir de uma atividade realizada em sala de aula. Apresentamos a paródia de uma música e me destaquei cantando… O pessoal achou legal, eu também gostei! Aprendi a tocar violão muito rápido. Depois de três meses eu já ensinava as crianças da escola. Acabei assumindo as oficinas de música do projeto Escola Aberta e, durante um ano, ministrei as aulas. Em paralelo, estudava inglês, impulsionado pela vontade de viajar! Conquistei uma vaga de monitoria no Yázigi para bancar o curso. Concluí a formação e também lecionei na escola de idiomas.

Fale mais sobre a relação com a música: Em 2015, fui chamado para a seletiva regional do The Voice. A audição aconteceu em Porto Alegre, reunindo 20 candidatos do estado. Na época, eu não tinha nenhuma preparação de canto. Eu estava muito nervoso. Foi engraçado, me atrapalhei todo! Minhas pernas tremiam. Até o microfone eu peguei virado e, na hora de ir embora, quase o levei junto! Boninho era um dos jurados, foi um carrasco com a maioria dos concorrentes. Não fui aprovado, mas valeu a experiência. Depois iniciei aulas de canto e técnica vocal.

Como se deu a oportunidade de protagonizar o espetáculo Korvatunturi? Tenho um amigo que era ator do espetáculo, então assisti algumas vezes as apresentações dele. A vaga surgiu quando ele mudou para São Paulo. Participei da seleção, que foi dividida em três etapas, com avaliações de canto e expressão corporal. A companhia buscava alguém completo; para cantar e atuar. Acredito que fui escolhido por ter o melhor conjunto! Minha estreia aconteceu no dia 26 de abril. As apresentações acontecem nas terças, sextas e sábados, no Centro de Eventos da Faurgs, em Gramado.

Como você se define? Inquieto, extrovertido, criativo… Estou sempre fazendo muitas coisas ao mesmo tempo!

Uma habilidade especial: Desenhar!

O que gosta de fazer no tempo livre? Tocar violão e ensaiar. Também gosto de cantar em karaokês.

Um filme: Ponte para Terabítia

O que gosta de ouvir? Elogios! (Risos) Na balada gosto de funk. Mas em casa e no fone de ouvido escuto MPB, pop, soul e jazz.

Um lugar? Minha cama. Adoro dormir!

Quem você tem como exemplo? De vida: minha mãe! Ela criou os filhos sozinha, batalhando com pouca grana. Profissionalmente, tenho como inspiração Bruno Mars e Beyoncé, pela multiplicidade. Os dois cantam, dançam, interpretam… São artistas completos!

O que lhe tira do sério? É difícil me tirar do sério. Mas barulho de mastigação me irrita muito.

Um sonho ou projeto: Almejo fama! Ser conhecido como o cara que fez tal música, interpretou bem… Estou trabalhando para isso! Até setembro vou lançar o EP do um projeto solo. São 7 músicas autorais, um som bem diferente… No violão as versões acústicas lembram MPB, mas as gravações tem um estilo que se aproxima do funk, dançante pra balada. Também participo de um projeto que está em fase de finalização, intitulado “Sou Ele”. É um web clipe construído a partir de nudes masculinos e das reações provocadas com a exibição das imagens. Sou um dos cinco homens fotografados pela idealizadora, Fernanda Hescher, e a música do clipe é uma composição minha.

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