Cultura e Lazer

Wesley Araújo anuncia novo single “Menage”

O clipe da música será lançado no dia 20 de fevereiro

O taquaren­se  começou a cantar com 12 anos, des­pretensiosamente, em um evento da escola e, desde o ano passado, é protagonista do Espetáculo Korvatunturi, em Gramado, que encantou mais de 300 mil pessoas. Após alguns semestres no curso de Publicidade e Pro­paganda, Wesley seguiu de­senvolvendo a criatividade e habilidades artísticas nas funções de cabeleireiro, maquiador, ator, dançarino, aquarelista e desenhista, mas o que inspira o jovem de 20 anos é a sensação de liberdade ao soltar a voz.

Semana passada, o cantor anunciou a divulgação da música de es­treia, produção autoral “Menage” – cujo clipe será lançado no dia 20. Sobre o novo single, o cantor avalia: “o di­recionamento do trabalho envolve misturas populares, considero meu estilo pop [barra] funk [barra] MPB. Esta música, em particular é voltada para o funk, pois acredito que tem um apelo popular bem amplo”. On­tem, em seu Facebook, ele fez uma transmissão ao vivo e em cerca de dez minutos contou mais sobre a grava­ção do vídeoclipe que será feita hoje, em Taquara. Du­rante a gravação, Wesley vai repetir a ideia da conexão ao vivo, fará comentários mostrando um pouco das coreografias, bastidores e tocará a música de estreia.

Sobre a proposta mu­sical, esclarece: “foi feita para tocar na balada, tem mensagem subentendidas e no clipe vamos levantar a bandeira da diversidade e igualdade de gênero. Gra­varemos em clima de festa, com muito brilho, neon e piscina. Convidamos nossos amigos, gente de todos os tipos, preta, branca, albina, rosa, transsexuais, homos­sexuais e divertidos”. Wes­ley tem um sonho: tornar-se referência artística no pop nacional. Para atingir a meta, ele conseguiu apoia­dores na causa, como a Loja Quem Te Viu, Quem Te Vê!, AnDanças Rita Candemil, Mateus Barbosa, Graciela Finger, Rafael Hahn, Richard Bruno Silva e Tiago Heinri­ch.

Wesley considera-se um “artista híbrido”, assume a homossexualidade tan­to quanto a promissora carreira de cantor com do­mínio de teclado e violão. Acredita na comunicação sem agressão. “As opiniões dependem da cultura, do lado sociável das pessoas. Repetimos os erros de anos atrás, o mesmo preconceito de hoje contra o funk, acon­teceu no início do século passado contra o samba, visto como promíscuo. Não concordo com os cantores que praticam racismo e objetificação do corpo da mulher, isso não. Em sua origem, o funk é canto de conscientização civil sobre os espaços que ocupamos, reconhecido mundialmente como ritmo brasileiro”, co­mentou.

Pronto para sua estreia autoral em 2017, Wesley já vem batalhando pelo seu espaço há algum tempo. Em 2015, participou do pro­jeto TriGo no Youtube, onde a repercussão na internet chegou a milhões de visua­lizações. Integrou audições para última edição do The Voice. Inspira-se em astros como Caetano Veloso, Ney Mato Grosso, a cantora drag Pabllo Vittar e DJ Diplo.

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